
Nunca fui um grande fã de reggae, mas curto ouvir algumas músicas em determinadas ocasiões. Costumo dizer que é um estilo de música sazonal: bom pra ouvir no calor do verão, de preferência curtindo uma preguiça à beira da praia. Dentro do estilo, tenho cá minhas preferências: alguma coisa mais roots (Bob Marley era um gênio!) e algumas variações do tema - inclusive as nacionais.
sábado, 23 de julho de 2011
#299 UB40, "Promises and lies"
Letra e música do Navegante às 08:54 1 comentários
quinta-feira, 21 de julho de 2011
#297 Skank, "Siderado"

Quando lançou esse disco, o Skank não era mais nenhum debutante. Com carreira consolidada no cenário musical brasileiro, a banda chegou com esse quarto trabalho cheia de moral. Depois do álbum independente de estréia (do qual eu falo um dia se o Surfista não falar), os mineirinhos do Skank fizeram dois grandes discos ("Calango" e "O Samba Poconé") e arrebentaram nas paradas brasileiras mesclando pop com reggae.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
#262 Natiruts, "Natiruts"
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
#256 Skank, "Calango"
segunda-feira, 23 de maio de 2011
#238 O Rappa, "Lado B Lado A"
Letra e música do Surfista às 08:54 1 comentários
sexta-feira, 15 de abril de 2011
#200 Bob Marley, "Legend"

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terça-feira, 12 de abril de 2011
#197 Cidade Negra, "O Erê"

Chega o ano de 1996, e o Cidade Negra já era uma realidade no pop nacional. Depois de 2 discos fazendo um reggae mais roots, lançaram o "Sobre todas as coisas" (do qual falamos aqui) e arrebentam a boca do balão (sorry, gíria antiga mas pertinente :D). E aí muitos pensaram: E AGORA? Por isso, "O Erê" foi um disco muito aguardado. E foi um daqueles que eu estava ansioso para ter e ouvir, e fatalmente não esperaria de 3 a 6 meses pra comprar mais barato.
Dito e feito: comprei assim que saiu nas lojas (acho que nem esperei Amigo Oculto ou coisa parecida) e corri pra ouvir. De primeira, estranhei. De segunda, também. Aí parei pra pensar: será que eu queria um clone do disco anterior? Acho que esse é o erro de muita gente quando compra o segundo disco de uma banda quando o de estréia é arrebatador. E muita banda faz sempre o mesmo disco todo ano, vende pacas, mas acaba ficando estagnada. E foi quando me dei conta disso que comecei a curtir de verdade "O Erê".
O disco ao meu ver tem umas músicas mais tranquilas (embora o outro não seja lá agitado). É como se o outro fosse a trilha sonora da praia, e esse a do descanso pós praia. Além de algumas composições que são bem a cara do Cidade Negra (como "SOS Brasil", "Jah vai providenciar" e a faixa título), destaco também o ótimo cover de uma antiga do Jorge Ben ("Negro é lindo")
A faixa que mais ouvi neste disco
Apesar de eu adorar "O Erê", sem dúvida foi "Jah vai providenciar"
Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A música "Jah vai providenciar" virou pra mim um verdadeiro mantra para os momentos difíceis e/ou de tristeza. Seja por causa de um pé na bunda, de um nó cego no trabalho ou da grana ficando curta no fim do mês, escuto essa música e respiro fundo. Principalmente esses versos:
"...Pessoa, não duvide que na vida tudo pode acontecer E o sol pode estar quente, de repente, trovejar e até chover Mas chuva lava a alma, tenha calma, vai acontecer Saiba esperar, não se negue a crer..."
Um pedacinho do disco:
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sábado, 12 de março de 2011
#166 Easy Star All-Stars, "Radiodread"

Como eu já disse aqui, "Ok Computer" é um disco fodaço, mas bem deprê (que eu usaria o eufemismo "denso" pra descrever, dependendo do interlocutor). Mas pra alguns, é perfeito pra fazer um trabalho bem alegre e suingado. Quem são esses alguns? Os músicos do Easy Star All-Stars, um grupo de músicos de reggae e ska com formação "flexível". Fundado pelos músicos Michael Goldwasser, Eric Smith, Lem Oppenheimer e Remy Gerstein, que são co-fundadores do selo novaiorquino Easy Star Records, especializado em ritmos caribenhos.
Uma das empreitadas deles foi refazer o álbum "Ok Computer" do Radiohead com levadas reggae e ska, música a música, com algumas pequenas alterações. Por exemplo, na música "Paranoid android", trocaram o verso God loves his children por Jah loves his children, pra ficar mais no espírito do reggae. Pra manter esse trocadilho constante com o ritmo jamaicano, o disco foi lançado com o nome "Radiodread". O resultado ficou excelente, rendendo elogios até mesmo de Thom Yorke, líder do Radiohead.
A faixa que mais ouvi neste disco
"Let down"
Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Aí alguém pode perguntar: cara, como é que você descobre essas coisas? Esse caso aqui foi uma grande sorte. Eu estava hospedado com meu primo num hostel em Punta del Este que é muito procurado por surfistas (eles inclusive alugam pranchas), e o disco estava tocando numa das tardes que passei lá. Daí a chegar no trabalho dos caras, agradeço a São Google!
Um pedacinho do disco:
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quarta-feira, 9 de março de 2011
#163 Olodum, "O Movimento"
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
#151 Manu Chao, "Clandestino"
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
#129 Paralamas do Sucesso, "Nove Luas"
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domingo, 30 de janeiro de 2011
#125 Gilberto Gil, "Kaya N'Gan Daya"

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
#114 Skank, "O samba poconé"
Meu amigo Surfista conceituou muito bem no post do dia 12/01 a banda: como bons mineiros, conquistaram seu espaço entre os tops da música nacional sem fazer muito alarde. Lembro de ter ouvido falar da banda nos posts da extinta versão brasileira da FIDO Net (rede de mensagens entre BBSs, no período pré-internet da comunidade nerd brasileira), onde a mineirada já idolatrava a banda. Naquela época, um grupo independente que tocava basicamente reggae. Bancaram o primeiro CD do próprio bolso, fizeram muito sucesso, e o resto é história.
Samba poconé é o terceiro trabalho do grupo. Graças ao sucesso de "Jackie Tequila", "Te Ver" e do cover de "É proibido fumar", esse disco foi muito aguardado por fãs e pela mídia especializada. Lembro de ter comprado na semana que lançou, pelo preço cheio. Fazia isso com poucos artistas, a maioria eu esperava dar uns 3 meses pra comprar um pouco mais barato. Cumpri o ritual de ouvir o CD inteiro, acompanhando as letras pelo encarte. Alguns hits grudaram no ouvido logo na primeira audição, enquanto outras eram bem menos inspiradas. Não tem a mesma pegada de "Calango" (o segundo CD), mas tem alguns bons momentos. Rendeu alguns bons clipes ("Garota nacional", "É uma partida de futebol")
A música que mais ouvi neste disco
"Garota nacional", tanto no disco quanto na MTV, e "Tão seu" (excelente)
Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O cantor francês Manu Chao participa de 3 faixas do disco: "Zé Trindade", "Sem Terra" e "Los Pretos". Na minha opinião, um desperdício.
Um pedacinho do disco:
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
#106 Cidade Negra, "Diversão (ao vivo)

O verão carioca de uns anos pra cá voltou a ser a grande estação de boas atrações musicais. Muitas delas estão na grade de programação de algum evento para toda a estação, sempre aos fins de semana em local fixo. É o exemplo do Oi Noites Cariocas, que começou no Morro da Urca mas depois passou para o Pier Mauá. Em 2008, fui com uns amigos num desses, para um show do Cidade Negra, que eu não via desde os saudosos shows gratuitos da praia de Ipanema, relativamente comuns na década de 90.
Há muito não acompanhava o Cidade Negra de perto, então fui meio às cegas, sem saber o mote do show. Estavam lançando o disco "Diversão", uma coletânea de covers de músicas brasileiras de várias épocas ao estilo meio reggae meio pop da banda. Foi um show excelente, não só pela competência da banda mas também pela boa presença de palco de Toni Garrido. Não deu outra, na semana seguinte comprei o CD.
Dentre as homenagens feitas no CD, regravações de Pepeu Gomes, Chico Buarque, Belchior, Legião Urbana, Lulu Santos, entre outros. Todas ao meu ver bem interessantes, e algumas até melhores que a versão original (como por exemplo "Meu coração", de Pepeu Gomes)
A música que mais ouvi neste disco
"Meu coração" (do Pepeu) e "Me liga" (Paralamas)
Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"A Palo Seco", originalmente do Belchior, é uma música que eu escuto muito quando quero pensar antes de tomar uma decisão difícil. Foi assim inclusive ao fim de um namoro, no mesmo 2008 que eu comprei esse disco.
Um pedacinho do disco:
Letra e música do Navegante às 11:08 0 comentários
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
#071 O Rappa, "Rappa Mundi"
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
#023 Ivete Sangalo, "MTV Ao Vivo"
Ah, aposto que você não imaginava que eu tenho um disco de axé na minha estante, né? Pois este é um dos títulos surpreendentes que ainda vão aparecer por aqui. Pois bem, se é para ter um disco com música tira-o-pé-do-chão, que seja logo da diva maior, com repertório de hits e gravado na Meca do ritmo: Ivete Sangalo, ao vivo em Salvador. Mais na vibe, só o CD viesse com um abadá.Ganhei "MTV Ao Vivo" por conta de um trabalho de divulgação que fiz para a Universal Music em 2004. Mesmo sendo pouco fã do estilo feliz até o talo, confesso que acho este disco bem divertido, bem carnavalesco. Indiscutivelmente, Ivete canta bem e interpreta as músicas com muita propriedade. Seja nos sucessos do carnaval "Sorte Grande", "Festa", nos samba-reggaes "Vem Meu Amor" e "Nossa Gente (Avisa Lá)" ou flertando com a MPB em "Se Eu não te Amasse Tanto Assim" e "A Lua Q Eu te Dei", o repertório funciona direitinho.
Eu vou enfiar uva no céu na sua boca. E aí, chupa toda. Eu disse toda. Chupa toda...
A faixa que mais ouvi neste disco
"Céu da Boca" era um música que ouvi muito quando era pequeno e morava no Nordeste. Revê-la na voz da Ivete e com o Gilberto Gil foi um surpresa bem maneira. Aliás, Gilzão se esbalda nesta canção.
Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Sempre que faço um churrasco e preciso de um som para fazer trilha sonora de gente feliz, eu taco esse disquinho da vitrola. Funciona e muita gente ainda acha que é o álbum gravado no Maracanã.
Falando em Maracanã, "Sorte Grande" virou hino da torcida do Flamengo. Ainda hoje, quando a nação comemora gol, ecoa o refrão "poeeeeeeeeeeeeira! Poeeeeeeeeeeeira" Levantou poeeeeeeeeeeira". Ah, que me perdoem os amigos roqueiros e puristas, mas não tem como não gostar nem que seja um pouquinho deste CD.
Sempre muito envolvida com os seus trabalhos, o encarte tem um tipo de diário onde Ivete relata como foi a gravação. Entre agradecimentos, ainda rasga uma seda para o Davi Moraes, que era o primeiro-damo da moça na época.
Um pedacinho do disco:
Letra e música do Surfista às 09:10 6 comentários






