BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »
Mostrando postagens com marcador blitz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blitz. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de junho de 2011

#272 Blitz, "Radioatividade"


Depois de um senhor disco de estréia, a Blitz volta com um disco ainda melhor que o anterior. Mais uma vez mirando e acertando em um dos grandes trunfos do primeiro disco: melodias pop flertando com o new wave, usando e abusando de letras teatrais (geralmente cômicas e com algum duplo sentido). Eu quase diria que foram os precursores dos Mamonas, mas não ousaria.


O que eu posso dizer desse disco? Eu ainda um mero pirralho quando ele foi lançado, e esse eu não cheguei a ganhar de presente na época (eu sequer tinha mesada ou coisa parecida). Conheci praticamente todas as músicas pelas rádios. Primeiro a clássica "A dois passos do paraíso", e depois uma sucessão de sucessões : "Weekend", "Betty Frígida", "Ridícula", "Apocalipse não", "O tempo não vai passar", "Meu amor que mau humor"... Ajudou muito o fato da Globo ter feito um especial com a Blitz na época, onde a base foi esse disco. Uma coisa tosca de se ver hoje, mas que na época eu adorei :D

A música que mais ouvi neste disco
"Biquini de bolinha amarelinha tão pequenininho" (clássica, não?)

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Uma das coisas que eu me orgulhava na adolescência: saber a fala da rádio (no final de "A dois passos do paraíso") inteirinha, inclusive imitando as palhaçadas do Evandro Mesquita. Em rodinhas de violão isso fazia um sucesso (tolinho, eu.... :D)

Um pedacinho do disco:


quinta-feira, 31 de março de 2011

#185 Blitz, "As aventuras da Blitz"

O ano de 1982 foi cheio de fortes emoções. Guerra das Malvinas, Paolo Rossi eliminando uma das melhores seleções que o Brasil apresentou em Copas do Mundo (das que eu vi jogar, a melhor), primeiras eleições pra governador no Brasil após anos de ditadura, o fantástico Gilles Villeneuve morria nas pistas de F1 pilotando sua Ferrari... E eu era um fedelho que achava que estava virando gente :D Neste ano, começou o grande boom de bandas de pop / rock / new wave que mudaria completamente o cenário musical do nosso país. E um dos responsáveis foi uma tal de Blitz.

Mesmo com o fantasma da censura rondando o meio artístico, o músico Lobão e alguns integrantes do grupo de teatro Asrúbal Trouxe o Trombone formaram essa banda de som animado e letras bem humoradas. Lobão pulou fora assim que lançaram este primeiro disco, por não querer assinar com a EMI. Eis que o fedelho aqui ouviu na rádio recém apresentada por uma de suas irmãs e assim ficou fascinado pelo som da banda.

Ganhei o disco de presente, e considero-o como meu rito de passagem: foi meu primeiro disco não-infantil. No vinil, as marcas do bom humor da Blitz versus a ferocidade da censura ainda existente: duas faixas vieram inutilizadas, por determinação da censura: "Ela quer morar comigo na Lua" e "Cruel cruel esquizofrenético blues". (ah se eles soubessem que anos depois lançariam 'Cerol na mão', 'Tô atoladinha', 'Fogão Dako' e outras piores...).

Não sei se é por influência dessa memória afetiva, mas eu acho o disco muito bom e muito divertido até hoje. E vou dizer a vocês: não tem UMA MÚSICA que eu não tenha ouvido muito! O grande sucesso do disco foi a clássica "Você não soube me amar", mas eu gosto de todas as outras, quase que na mesma intensidade.

O vinil eu não tenho mais, nem o CD, mas as músicas seguem firmes e fortes no meu HD. Algumas, também no iPod e no celular.

A faixa que mais ouvi neste disco
Acreditem ou não: "Totalmente em prantos" e "Volta ao mundo", divertidíssimas

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O nome da banda surgiu segundo Lobão de uma analogia ao The Police, que fazia um senhor sucesso na época: "Se eles são a polícia, nós somos a blitz"

Um pedacinho do disco: