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domingo, 25 de setembro de 2011

#363 Eurythmics, "Greatest Hits"

Agora no finalzinho das nossas rotações, cheguei a um dilema que eu jamais imaginava: vai ficar muita coisa de fora. Se você pensar, 365 discos é coisa pra dedéu, fora que tem muitos discos significativos pra mim que também são para o Surfista, o que de certa forma queima cartuchos. Esse post originalmente seria sobre o disco de estréia do "Gorillaz", mas aí me veio à mente vários outros discos representativos que tinham que constar aqui. Como a idéia é falar de discos que nos marcaram de alguma forma, não podia deixar de falar de um dos legados musicais dos anos 80: o duo Eurythmics.

Formado pelos ingleses Dave Stewart e Annie Lennox, o Eurythmics foi um dos grupos que mais emplacou hits nos anos 80. Justo os anos 80, tão marcantes musicalmente para os trintões aqui. Durante os anos 80, os sucessos deles eram presença obrigatória em qualquer evento dançante, desde as festinhas americanas nos playgrounds até os bailes de debutantes (depois da valsa, claro). Algumas em especial marcavam ponto: "Sweet dreams (are made of this)", "There must be an angel" e "When tomorrow comes".

Na virada da década de 90, cada um seguiu seu caminho. Desconheço o êxito do Dave Stewart, mas Annie Lennox ainda rondou as paradas por algum tempo ao longo da década. Assim que separaram essa coletânea foi lançada. Era figurinha fácil nos churrascos dos tempos de 2º grau (hoje ensino médio) e de faculdade. 

A música que mais ouvi neste disco
Eu sempre fui viciado em "When tomorrow comes"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ao final dos anos 90, Dave e Annie se juntaram para gravar um novo disco, mas não voltaram com o Eurythmics oficialmente. De realmente relevante, só mesmo Annie Lennox gravando a linda música "Into the West", da trilha sonora de "Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", ganhadora do Oscar de melhor canção original. Semana passada saiu uma notícia de que Dave Stewart ia montar uma banda com Mick Jagger, Joss Stone e o indiano responsável pela trilha sonora de "Quem quer ser um milionário?". Vamos ver o que sai disso aí...

Um pedacinho do disco:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

#357 Keane, "Perfect Symmetry"

Eis que o Keane lança seu terceiro disco, que eu muito aguardava. Deixaram de lado a premissa de não usar guitarra nesse aqui (pode-se dizer que seus dois trabalhos anteriores eram de 'piano pop'), e com isso suas músicas ganharam em pegada mas perderam um pouco em musicalidade. Mas dizer que esse disco é um pouco menos inspirado que os 2 anteriores não é nenhum demérito, e ainda posso dizer que é um excelente disco.

Para o caso desse aqui, o meu caminho para a descoberta foi o inverso do meu processo natural: primeiro fui ao show, para depois comprar o disco. Já tive uma ótima impressão da banda no show que fui em 2007, do qual saí muito impressionado positivamente. Quando anunciaram um novo show aqui em 2009, corri atrás do meu ingresso sem pensar duas vezes. 

No palco, Tom Chaplin mostrando um visual mais moderninho (menos hobbit, eu diria :D) e a mesma competência musical da outra visita. No repertório, alguns sucessos antigos e algumas músicas desse disco. Confesso que umas não caíram muito bem de primeira (como por exemplo "Spiralling", que eu só fui curtir depois de algumas audições). Duas que me impressionaram ao vivo foram "Again and again" e a faixa título "Perfect Symmetry", que tem sonoridade mais parecida com os trabalhos anteriores. Além dessas, curto também a baladinha "Love is the end" e a pop "Pretend that you're alone"

A música que mais ouvi neste disco
"Again and again", que eu ouço repetidamente (como sugere o nome)

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Eu ia sozinho pra esse show, mas em cima da hora descobri que uma amiga também se amarrava neles e ia com um pessoal. Foi bem divertido, exceto por um casal pertencente ao grupo, que resolveu brigar e terminar o relacionamento durante o show. Como a menina do casal era bem bonitinha, preferi ficar longe nessa hora pra não piorar as coisas :)

Um pedacinho do disco:

sábado, 10 de setembro de 2011

#348 Coolio, "Gangsta's Paradise"

Você ouviu música durante os anos 1990s? Caso não tenha se isolado em uma cabana no Himalaia ou em um pedaço de pedra em Galápagos, você deve ter ouvido "Gangsta's Paradise", a obra máxima e sucesso solitário do moço de alcunha Coolio. Basta tocar um pedacinho, que você será transportado ao distante ano de 1995.

"Gangsta's Paradise" foi a principal música da trilha sonora de "Dangerous Minds" ("Mentes Perigosas", por aqui). O filme repetia a mesma fórmula cansada do "professor-que-leciona-para-turma-de-desasjustados-e-acaba-conquistando-todos". O que salvou o filme de cair definitivamente no limbo do esquecimento foi o Coolio e a Michele Pfeifer, sempre belíssima. Aliás, elogiar a belezura da eterna Mulher-Gato é uma redundância maior que dizer "sair para fora".

Enfim, como não havia como baixar o disco naquele ano, comprei o CD, que é fraco mesmo. De bom, só "Gangsta's Paradise" mesmo. Aliás, ouso dizer que este rap foi uma das melhores músicas pop da década.


A música que mais ouvi deste disco
"Gangsta's Paradise", por ser a única faixa que prestava no álbum.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Depois deste CD, nunca mais ouvi falar do Coolio. Acho que os únicos legados que ele deixou foram "Gangsta's Paradise" e o penteado escroto, que deve ter inspirado o nosso rapper Sabotage e o mundialmente famoso Snoop Dogg.
Naquele ano, "Gangsta's Paradise" era música obrigatória em qualquer festinha.
Depois de "Dangerous Minds", Michele Pfeifer também foi sumindo lentamente. Ainda a considero uma das atrizes mais belas que já surgiram na sétima arte.

Um pedacinho do disco

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

#346 The Wallflowers, "Bringing Down the Horse"

Quantos filhos de cantores/cantoras famosos se deram bem na mesma profissão dos pais? Vamos lá: Ziggy Marley? Sean Lennon? Wanessa Camargo (sem Camargo)??? Ok, ok... a Sandy mandou bem, mas os outros citados tiveram um brilhareco aqui e outro ali. Poucos conseguiram produzir um disco tão bom quanto Jakob Dylan e os Wallflowers. Pelo sobrenome, você identifica logo a paternidade do bardo Bob, mas basta conferir a voz e a fuça do sujeito para que qulquer dúvida desapareça. Jakozinho é os cornos do pai nos anos 1960s e ainda tem a mesma voz pigarreada.

Mas vamos ao que interessa, "Bringing Down the Horse" foi o segundo CD da banda e um dos melhores dos anos 1990s - em minha opinião. Era um CD com pop até o talo, com 11 faixas doces, sem elevar a taxa de colesterol do ouvinte. Destaco "6th Avenue Heartache", "Three Marlenas", "One Headlight" e os B-Sides "Josephine" e "Invisible City", a minha favorita. Entre o pop rock, claro que ainda há a influência do folk do paizão Bob Dylan. De qualquer maneira, ele deve ter ficado orgulhoso do trabalho do filhão.


A música que mais ouvi deste disco
O disco todo é muito bom, mas "Invisible City" tem uma melancolia que faz o ouvinte viajar e pensar na vida. "This invisible city / Where no one sees nothing / We're touching faces in the dark / Feelin' pretty is so hard". Lindo!

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Bringing Down the Horse" foi um dos discos que mais ouvi na década de 1990. Ele me remete aos meus tempos de faculdade. Eu costuma estudar com este disco tocando. Minha concentração nos pensadores de comunicação social e sociologia durava 10 minutos. Rapidinho, eu estava com a cabeça em alguma musa. Obrigado, Jakozinho!
"Invisible City" foi uma das minhas companheiras de fossa, quando tomei um toco sofrido na Copa de 1998. Esta e "Wild Horses", dos Stones.
"Bringing Down the Horse" é sensacional para fazer clima com as mocinhas desavisadas. Trilha sonora para amaciar a carne. Experimenta e depois me fala!

Um pedacinho do disco

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#345 Vários, "Red Hot + Rio"


O projeto Red Hot é uma iniciativa da Red Hot Organization, que visa esclarecer os povos do mundo quanto às questões relacionadas a AIDS usando a cultura pop como ferramenta de disseminação. Seu primeiro e mais bem sucedido trabalho foi uma coletânea de músicas do falecido cantor e compositor Cole Porter interpretadas por diversos artistas do pop rock mundial. O disco? Red Hot and Blue, com interpretações de Neneh Cherry (irmã de Eagle Eye Cherry, que habitava as paradas nos anos 80 e 90), k.d. Lang, Erasure, David Byrne e U2 (uma excelente versão de "Night and day"), entre outros.


O projeto seguiu embalado por esse sucesso, mas seus discos não tiveram o mesmo êxito, exceto pelo excelente "No Alternative". Eis que em 1996 resolvem fazer um disco só com versões de grandes artistas internacionais para músicas da bossa nova, em especial as de Tom Jobim. Nasce o excelente Red Hot + Rio, com interpretações de PM Dawn, Crystal Waters, Sting, David Byrne, Incognito, Cesária Evora etc, em parceria com artistas de peso da MPB como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte, Tom Jobim, Chico Science, etc. O disco é uma DELÍCIA de se ouvir!

Comprei graças a dica de um amigo músico, e ouvi até literalmente arranhar. Nunca mais vi à venda, senão comprava de novo.

A música que mais ouvi deste disco
"Corcovado", cantado em português com sotaque pelo Everything but the Girl

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Muitos falam em samba, mas é fato que a bossa nova é um dos estilos musicais brasileiros mais emblemáticos no exterior. Logo, nesse 7 de setembro, dedico esse disco de grande sucesso (um dos mais vendidos do projeto Red Hot) a toda essa galera brazuca que faz sucesso por aqui e especialmente lá na gringolândia. Brasileiro não é um povo dos mais patriotas, mas basta ficar um tempo lá fora pra se emocionar com qualquer menção à terrinha.

Um pedacinho do disco:


domingo, 28 de agosto de 2011

#335 Madonna, "The Immaculate collection"

Houve uma fase da minha adolescência que minha verve musical foi contagiada por uma novidade: cantores, cantoras e bandas do showbiz mundial passaram a gravavam filmes curtos, embalados por suas músicas. Muitos deles tinham algum tipo de encenação (com alguma relação com a música), mas quase todos mostravam-nos cantando em algum momento. Sim, estou falando do videoclipe. Dentre os vários memoráveis da década de 80 (o "Thriller" de Michael Jackson e o "Money for nothing" do Dire Straits, por exemplo), mas não dá pra falar de videoclipe sem citar a Madonna.


Foram esses vídeos que me despertaram para a música dessa cantora americana ainda nos anos 80. Ainda não existia TV a cabo por aqui (estranho dizer isso, parece que existe desde sempre :D), então dependíamos da boa vontade da TV aberta. Primeiro, com o excelente FM TV, que passava na finada TV Manchete. Pouco depois, o fanfarrão mor BB Videoclipe, na TV Record. E é engraçado, pois só de ouvir os primeiros acordes de "Borderline" eu me lembro da época, ainda que eu não lembre do clipe. Mas os que vieram a seguir ficaram marcados na memória de muita gente: a perfomance a la Marilyn Monroe em "Material girl", a historinha latina de "La isla bonita" e as polêmicas cruzes em chamas de "Like a prayer". E para ter isso tudo pertinho do ouvido, Madonna lançou a coletânea "The Immaculate collection", que na minha opinião resume bem tudo de bom que ela lançou. No máximo incluiria "Beautiful stranger" e "Frozen", lançadas mais adiante. Disco obrigatório!

A música que mais ouvi neste disco
"Borderline", por uma questão de memória sentimental mesmo

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ok, vou confessar: "Borderline" me lembra muito uma amiga de uma das minhas irmãs (ambas mais velhas), dos tempos de escola. Era loirinha, gatinha e tinha uma pinta semelhante a da Madonna. Sabendo-se que eu era um pirralho pré-adolescente com hormônios fervilhantes nas veias, não preciso fazer um tratado de amor platônico, né ?

Um pedacinho do disco:

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

#332 Jota Quest, "De Volta ao Planeta"

Essa resenha estava programada para ser publicada daqui a alguns dias. Mas, com a estreia de "Planeta dos Macados - A Origem", decidi botar o texto para hoje e fingir coincidência.

O Jota Quest já foi foco de discussões entre mim e os meus amigos. Na verdade, a maioria deles detesta a simpática banda mineira. Para mim, eles não fedem nem cheiram. Na verdade, mais cheiras do que fedem. O ponto unânime é que o grupo tem o mérito de ter um cantor com personalidade vocal. Assim como O Rappa ou a Legião Urbana, quando você ouve uma música dos caras, não há dúvida: é Jota Quest.

Depois de um disco de estreia divertidinho (quando ainda eram J. Quest), Rogério Flausino e seus blue caps continuaram apostando no pop com forte influência da black music em "De Volta ao Planeta". E com a voz vibrante de Rogério, casou direitinho. Em sua maioria, as canções têm swing, balanço, musicalidade e influência dos anos 1970s.

Enfim, "De Volta ao Planeta" tem como destaques a faixa-título, "Sempre Assim", "35" e a baladinh "Fácil". Putz, eu lembro como "Fácil" tocou. Como o Jota Quest é popular, esta musiquinha era executada em todo lugar onde tivesse volume, isto é, das AMs do povão até às FMs descoladas e emissoras diversas. Era de enlouquecer. Quase na mesma onda, veio o "O Vento". Aí o Jota Quest se consagrou como uma das bandas que mais tocaram em exposições agropecuárias. Ponto para eles!


A música que mais ouvi neste disco
"Fácil, extremamente fácil. Pra você e todo mundo catar junto". Que refrão mais oportuno.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"35" que tem uma introdução que lembra "Hera Venenosa", cuja versão foi gravada pela querida Rita Lee Jones.
Graças ao sucesso de "Fácil", "De Volta ao Planeta" e "O Vento", o segundo disco do Jota Quest vendeu nada menos que 1.500.000 cópias. É um número digno de Ivete Sangalo! E tome exposição agropecuária.
Wilson Sideral, irmão do Rogério Flausino, foi compositor de muitas canções deste CD. Pouco depois, tentou a sua sorte do mercado fonográfico. Não foi muito bem. Na minha opinião, a voz era muito parecida com a do vocalista do Jota Quest.

Um pedacinho do disco

sábado, 20 de agosto de 2011

#327 Tears for Fears, "Songs from the big chair"

Comentei com uma amiga que ia escrever um post sobre o Tears for Fears. "Quem?", perguntou ela. "HEREGE!", respondi. Ok, os caras saíram de cena na década de 90, mas seu legado musical se perpetua até hoje. Esse disco, que vem a ser o segundo desse duo britânico, fez um grande sucessos nas paradas britânica e americana, e é o mais vendido deles. (ps: já repararam que só dá britânico por aqui? Juro que não é implicância minha com os yankees). E foi só assoviar os primeiros acordes de "Head over heels" pra que ela se lembrasse.


Ouvi um bocado esse LP na época, mas confesso que acabava me atendo mais aos grandes sucessos. Por ser um disco bastante representativo para a banda e para a época, os sucessos não são poucos: "Head over heels", "Shout" e "Everybody wants to rule the world" tinham presença garantida na maioria das festinhas. As outras eu nem curtia muito, confesso.

A música que mais ouvi neste disco
"Everybody wants to rule the world", que inclusive tocava nas cenas finais do filme Academia de Gênios (Real genius, um dos primeiros do Val Kilmer)

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A banda é apelidada por muitos de "tias fofinhas" (em alusão à fonética do nome em inglês), num caso raro onde até os fãs radicais aceitam o pejorativo sem se revoltar.

Um pedacinho do disco:

sábado, 13 de agosto de 2011

#320 Marisa Monte, "Mais"

Já contei aqui que o "V", da Legião Urbana, foi um companheiro fiel de uma fossa memorável em minha biografia. No entanto, o pequeno caso com a mocinha da faculdade não rendeu apenas lembranças musicais tristes. Eis que "Mais", de Marisa Monte não me deixa mentir.

Entre os lendários pilotis da PUC, eu encontrava a tal menina entre uma aula e outra. Eu até furava as clássicas partidas de sueca para continuar a campanha. A gente ficava passeando pela área verde da saudosa Pontifícia e conversávamos sobre uma porção de coisas. Um dos assuntos era música, em especial Marisa Monte e seu belíssimo 2º CD. A minha então musa era fã da cantora. Certo dia, eu copiei a letra de "Rosa", poesia de Pixinguinha e Otávio de Souza, que foi magistralmente regravada por Marisa, e entreguei à guria. Ela adorou. Peguei? Não.

Enfim, vida seguiu e eu ainda acho graça quando ouço "Mais". Fora o meu "causo", este disco é um clássico da MPB e a afirmação de Marisa Monte como uma das melhores intérpretes da nossa música em todos os tempos. Não por acaso, que este álbum registra parcerias entre ela e, especialmente, os Titãs Arnaldo Antunes, Branco Mello e Nando Reis. Das 12 faixas, o trio titânico assina ou faz parceria em sete canções. Com Arnaldo, foi o embrião do que se tornaria o projeto Tribalista.

A música que mais ouvi neste disco
"Beija Eu" é uma das aberturas mais meigas de todos os meus discos. Não por acaso, ouvi muito esta bela canção. Mais até do que "Rosa", que ilustrou a aventura narrada acima. No entanto, se você me perguntar qual a minha faixa favorita, eu lhe digo sem pestanejar: "Diariamente".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Mais uma? A história da menina da PUC basta, né não?

Um pedacinho do disco

terça-feira, 9 de agosto de 2011

#316 Santana, "Supernatural"

Santana é o tipo de músico que não precisa provar nada para ninguém. Além de talentoso e criativo, o cara é dono de uma carreira longa e repleta de sucessos. E olha que ele trilhou o caminho da música instrumental. O cara praticamente não abriu a boca para escrever o seu nome na história do rock. Mas faltava ainda um disco para que Santana caísse no gosto do povão, um álbum popularzaço, que tocasse nas vitrolas dos coroas que o acompanham e nos iPods da molecada. Depois de "Supernatural", de 1999, não faltou mais nada.

"Supernatural", 17º disco do Santana, foi um sucesso estrondoso. Ganhou dúzias de prêmios ao redor do mundo, vendeu milhões de cópias e aproximou o trabalho de um então senhor de 50 e poucos anos de uma nova geração de ouvintes. O segredo foi colocar alguns dos principais artistas do momento como intérpretes das suas canções. Casou direitinho. Rob Thomas colocou "Smooth" em tudo que é rádio e TV e neste embalo, vieram Dave Matthews Band ("Love of my Life"), Lauryn Hill ("Do You Like the Way"), Maná ("Corazón Espinado"), Everlast ("Put Your Lights On"), Eagle-Eye Cherry ("Wishing It Was") e Eric Clapton ("The Calling"). Sentiu o peso, né?


A música que mais ouvi neste disco
Eu também fui seduzido pela incrível doçura e balanço de "Smooth".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Depois de vender sei-lá-quantos milhões de cópias ao redor do mundo, a música de "Supernatural" despertou versões de gosto duvidoso ou não. Leonardo (sim, o sertanejo) gravou uma versão de "Corazón Espinado" e Sandy & Júnior gravaram "Smooth".

Um pedacinho do disco

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

#315 Roxette, "Look sharp!"


Ok, confesso: eu gostava de Roxette #prontofalei. Mas convenhamos, esse duo sueco fazia músicas para adolescentes e eu era adolescente! Nessa época, a grande esmagadora maioria dos adolescentes curtiam o som deles, suas músicas tocavam de vez em sempre nas rádios, tocavam nas festas, estavam em toda parte.


Exatamente por isso, esse disco vendeu que nem pão quente no mundo todo. No mundo todo, esse disco vendeu um total aproximado de 9 milhões de cópias - e eu contribuí pra isso com minhas míseras economias :D

A primeira música a estourar por aqui foi "Listen to your heart", uma lentinha clássica, bem estilo anos 80. Logo depois, vieram "The look", "Dangerous" e "Dressed for success". Todas ótimas, em clássico pop rock anos 80. Claro que não era nenhuma grande novidade - o duo parece uma cópia sueca do Eurythmics. As semelhanças no entanto ficam só na apresentação, pois o som do Roxette era bem mais pop na minha opinião.

A música que mais ouvi neste disco
Faz muito tempo, mas eu tenho quase certeza que foi "Dressed for success".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Como disse o Surfista ao falar do "Blood Sugar Sex Magic", as baladinhas do Roxette eram a senha para o approach nas festinhas dos tempos de adolescência. No meu caso, "Listen to your heart" foi marcante - marcou um approach frustrado numa matinê do Iate Clube. Mas é assim que a gente aprende, né?

Um pedacinho do disco:


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

#311 New Order, "The best of New Order"


Deixei esse disco mais pro final da jornada pois nem me acho assim grande fã do New Order. Mas é fato que deram contribuição decisiva para tudo o que se ouviu e se dançou nos anos 80. O grupo se formou no início da década de 80 com o que sobrou do grupo Joy Division após a morte de seu vocalista. Mas ao contrário do JD, que fazia um som pós-punk (embora uns rotulem como "gótico"), o New Order fazia new wave da melhor qualidade, tendendo ao eletrônico.


Meu contato com o New Order era basicamente as músicas que tocavam nas rádios durante a minha adolescência, sem nunca ter curiosidade maior para desvendar o repertório dos caras. Quem desbravou as pistas de dança na segunda metade dos anos 80 com certeza não passa incólume a músicas como "Bizarre love triangle", "Blue monday" ou "Perfect kiss". Lembro muito inclusive das matinês na finada boate Babilônia quando ouço "Bizarre love triangle".

Além dessas citadas, o disco tem outras pérolas como "Regret", "World" (ambas já da era MTV), "True faith" e "Round and round".

A música que mais ouvi neste disco
"Bizarre love triangle" e "True faith"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A música "World in motion" foi feita pelo grupo como o tema oficial da seleção inglesa de futebol para a Copa de 94. Infelizmente pra eles, essa copa foi nossa. :D

Um pedacinho do disco:


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

#310 Coldplay, "Viva la Vida"

"Viva la Vida" é o disco do Coldplay que menos me encanta. A capa é maneira, o acabamento gráfico é irado, mas falta inspiração. Na minha opinião, não chega a ser ruim, mas também não é maravilhoso como os anteriores. Ok, ok, ok... tem "Viva La Vida", que é fofinha, e outras canções que funcionam e são executadas com muita competência. Beleza, mas acho que estão no piloto-automático.

O aspecto positivo do Coldplay é que, mesmo sem ser brilhante, a banda consegue produzir um disco bacaninha. Bom, não que "bacaninha" seja um grande elogio, mas em tempos de vacas magras, é algo a ser reconhecido.


A música que mais ouvi neste disco
"Viva la Vida"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ih, nem tem...

Um pedacinho do disco

domingo, 24 de julho de 2011

#300 Elvis Presley, "30 #1 Hits"

Se você é preguiçoso como eu e nunca teve saco para garimpar a carreira do Elvis, a sua salvação é esta coletânea marota com os 30 maiores sucesso da carreira do Rei do Rock. Funcionou comigo.

Bom, tá tudo lá. Desde da fase rebelde e rebolativa até o fim de carreira com vários quilinhos a mais e muitos entorpecentes na veia. Da faixa 1 à faixa 30 (31, contando a bonus track), você confere a evolução do cantor e a qualidade do seu trabalho em todas as etapas. Sejamos francos, o cara era bom mesmo e tinha uma voz incomparável. Ele conciliava aquele timbre seresteiro Altemar-Dutra-style com o vigor do rockabilly. As primeiras 15 canções se dividem entre o rock juvenil e as baladinhas "vem-cá-minha-nega". Depois de "It's Now or Never", um senhor bolero, Elvis já estava na onda romântica, daquelas para agradar as balzaquianas. "Are You Lonesome Tonight" é clássica, mas é de uma pieguice comovente. Claro que o Rei acertou a mão nesta fase madura e produziu pérolas como "Can't Help Falling in Love", "[You're] The Devil in Disguise", "In the Ghetto" e "Suspicious Minds", a minha favorita.

Então fica combinado assim: "30 #1 Hits" é o disco-supletivo que salva você da ignorância musical de não conhecer a obra de Elvis Presley. Mas se você quiser mergulhar na carreira cinematográfica do cara, é por sua própria conta e risco.


A música que mais ouvi neste disco
Na fase do Elvis magro, topetudo e de jaqueta de couro, ouvi muito "Jailhouse Rock". Na fase do Elvis gordo, com costeletas e macacão branco, adoro "Suspicious Minds".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Quando eu tinha 11 anos, meu vizinho apareceu com um LP do Elvis. O moleque dizia que era o máximo e botou para tocar "It's Now or Never". Juro que pensei que fosse a Orquestra Tabajara.
Não sei porque cargas d'água, "Always on my Mind" não está entre as 31 intermináveis músicas do álbum.
A faixa-bônus, "A Little Less Conversation" foi relançada como trilha sonora de um comercial sensacional da Nike. Se não me engano, a campanha rolou antes da Copa de 2002.
Veja que ironia do destino, a última música do CD (e, consequentemente, o último hit de Elvis) chama-se "Way Down". Deus é um brincalhão!

Um pedacinho do disco

sábado, 23 de julho de 2011

#299 UB40, "Promises and lies"


Nunca fui um grande fã de reggae, mas curto ouvir algumas músicas em determinadas ocasiões. Costumo dizer que é um estilo de música sazonal: bom pra ouvir no calor do verão, de preferência curtindo uma preguiça à beira da praia. Dentro do estilo, tenho cá minhas preferências: alguma coisa mais roots (Bob Marley era um gênio!) e algumas variações do tema - inclusive as nacionais.


De tudo que se fez lá fora de uns 20 anos pra cá, o UB40 está entre os melhores na minha opinião. Já curtia uma música deles ("Red wine") antes mesmo de saber quem tocava, pois só fui dar conta da existência da banda quando lançaram o cover "(I can't help) Falling in love with you", originalmente gravada por Elvis Presley. Fazia parte da trilha sonora do filme "Invasão de privacidade" (Sliver), que eu vi no finado cinema Bruni Copacabana, que depois virou a gigantesca loja da Modern Sound, que recentemente fechou as portas :(. Na época preferi comprar o CD dos caras do que a trilha do filme, pois não tinha nenhuma outra música que valesse a pena.

Não à toa, o "Promises and lies" foi o CD de maior vendagem da banda (um total de 9 milhões de cópias no mundo todo). O disco é EXCELENTE! Apesar de gostar bastante da cover do Elvis e de "Bring me your cup", eu costumava ouvir o CD inteiro. De preferência numa fita cassete, pedalando pela orla de Ipanema. Bons tempos...

A música que mais ouvi neste disco
"Higher ground"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nessa época, eu tinha um caso com uma menina fissurada em reggae. Embora ela preferisse os roots (fui inclusive ver um show do Maxi Priest e do Steel Pulse com ela), bastava ouvir as primeiras notas de "Bring me your cup" pra me lembrar dela.

Um pedacinho do disco:

quarta-feira, 6 de julho de 2011

#282 The Cranberries, "Wake Up and Smell the Coffee"

Se existisse uma categoria "banda fofinha", o Cranberries seria um dos seus principais representantes. Só que a voz doce de Dolores O'Riordan não é algo piegas, cuti-cuti. Durante a faculdade, esta foi um dos meus grupos favoritos. Era um tempo de "Ode to my Family", "Linger", "Zombie", "Ridiculous Thoughts" e por aí vai. Só que nunca tive um bendito CDzinho dos caras. Bom, não até "Wake Up and Smell the Coffee".

Comprei este disco em um site, talvez o Submarino, e mal sabia eu que se eu esperasse mais, não teria chance. Lançado em 2001, "Wake Up and Smell the Coffee" foi o derradeiro CD da banda. Depois daquele álbum, o Cranberries virou uma banda "de antigamente". Eu nunca soube ao certo a razão do fim, mas, seja lá o motivo, foi melhor assim. Foi como o craque de futebol que se aposenta no auge, na melhor fase.

O disco, assim como os quatro anteriores, é bem legal. Tem tanto canções melancólicas que vibram na voz da Dolores, quanto canções com uma pegada mais forte.

A música que mais ouvi neste disco
Gosto muito de "The Concept", música doce, suave e apaixonante.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nada de mais. "Wake Up and Smell the Coffee" tem duas faixas-bônus: uma gravação ao vivo de "Salvation" e uma regravação de "In the Ghetto", do Elvis. Pequenos tesourinhos para os fãs.
Em 2009, o Cranberries anunciou um retorno para alguns shows. Até passou pelo Brasil, mas eu perdi. É um dos raros shows que eu lamento não ter ido. Eu trocaria uma noite na plateia do Cranberries pela que desperdicei vendo Bob Dylan.
Uma das coisas que mais me chama atenção nos Cranberries é a dança desengonçada de Dolores O'Riordan. Parece um Renato Russo descompassado.

Um pedacinho do disco

segunda-feira, 4 de julho de 2011

#280 Elba Ramalho, "Solar"

Putz, passaou o mês do São João e não postei nenhum CD de forró. Com pequeno atraso, vamos tentar remediar esta falta. Porém, "Solar" não pode ser classificado apenas como "forró".

Para comemorar seus 20 anos de carreira, Elba Ramalho mergulhou em um projeto ambicioso: um CD duplo produzido durante as festas juninas de 1999 (em Salvador e em Montreux), com gravações em estúdio, registro ao vivo e participações muuuuito mais do que especiais. Já conversei sobre a paraibana como o Vulgo Dudu (do blog Cinéfio, Eu?) e chegamos à conclusão de que ela é soberana das suas canções e da música regional nordestina. Por mais que passeie com desenvoltura pela MPB, é no cancioneiro popular do Nordeste que Elba tira onda. "Solar" pega um pouco dos dois universos.

Acho o disco de estúdio é corretinho, com arranjos comportados e espaço para a sua força de intérprete brilhar. Tudo muito polido e os duetos são legais. Elba convocou uma tropa de elite da música brasileira: Chico Buarque (”Não sonho mais”), Zé Ramalho (”Ave de prata”), Lenine (”Nó Cego”), Nana Caymmi (”Imaculada”), Geraldo Azevedo (”Kukukaya”), Margareth Menezes (”Quem é muito querido a mim”) além de Dominguinhos (”Retrato da vida”) e Alceu Valença (na inédita “Trem das ilusões”).

Mas vamos à melhor parte da parada. É no registro ao vivo que Elba deita e rola. Com a energia que pontua os seus shows, o disco 2 de "Solar" é um esculacho! De bem com as raízes nordestinas, estão gravadas "Avohai", "Pisa na Fulô", "Leão do Norte", "Pagode Russo", "Forró do Xenhenhém", "Morena da Angola" e mais uma cacetada de músicas agitadas. Então, tá. Se você estiver num momento calmo, taca o disco 1 na vitrola. Se quiser um som mais elétrico, bota o disco 2 sem medo de ser feliz.

A música que eu mais ouvi neste disco
No disco 1, gosto de "Cajuina" e "Não sonho mais". No CD2, me amarro no pout-pourri de "Pisa na Fulô", "Chororô" e "Pé de Serra".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nos tempos em que trabalhei com música, tive a oportunidade de fazer um chat para o portal Terra e uma entrevista exclusiva com Elba. Ambas foram ótimas e fiquei ainda mais fã dela. A lembrança foi um autógrafo no meu CD "Solar".
Não, Elba não estava pelada nos encontros.

Um pedacinho do disco


sexta-feira, 1 de julho de 2011

#277 Phil Collins, "Serious Hits... Live"


Sabe aquela fama de que baterista é aquele cara quieto da banda, meio fechadão, que muitas vezes é o ponto de equilíbrio entre os egos dos mais estrelas (especialmente guitarista e vocalista)? Pois o Phil Collins é a exceção que confirma a regra. Era o batera de uma banda cascuda (Genesis), mas quando seu vocalista saiu em carreira solo (um tal de Peter Gabriel, conhecem?), Phil assumiu os vocais e arrebentou. Algum tempo depois, saiu ele em carreira solo e, na minha humilde opinião, fez muito mais sucesso do que seu ex-companheiro de banda.


Tenho aqui a impressão de ter crescido ouvindo hits do Phil Collins. De tempos em tempos, tinha alguma dele tocando sem parar nas rádios. Nunca cheguei a ser grande fã do cara, mas é inegável sua competência em fazer boas músicas pop. Nos clássicos churrascos dos tempos de faculdade, sempre alguém aparecia com um CD ao vivo dele, com os maiores sucessos. Tanto que corri atrás pra comprar uma cópia pra mim e cá estamos nós ;)

O CD não é de um show específico, tem gravações de diversos shows da turnê Serious Hits. Se você ouvia alguma coisa de música durante os anos 90, não vai passar ileso por grandes hits como "Agains all odds", "Don't lose my number", "Another day in paradise", "Do you remember?", "Two hearts" e "One more night". Diversão garantida!

A música que mais ouvi neste disco
"Agains all odds", uma das melhores baladas pop de todos os tempos

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Em 2007, estava voltando de Goiás de carro com namorada e um casal de amigos. No decorrer da longa viagem, começamos a ter uma série de discussões a respeito de que música ouvir, e parecia que jamais chegaríamos a um consenso de um CD que agradasse a todos. Esse aqui era a única unanimidade dos CDs que levamos. Depois da viagem, fiquei uns 2 anos sem nem poder ouvir a voz do Phil Collins, de tão de saco cheio que eu fiquei

Um pedacinho do disco:

terça-feira, 28 de junho de 2011

#274 Alanis Morissette, "Jagged Little Pill"

Tirando o Wolverine e o Neil Young, o Canadá não é o lar doce lar de muitos artistas louváveis. Lá do norte do continente, vieram a Celine Dion, a Avril Lavigne, o Bryan Adams e o odioso Justin Bieber. Pois é, os ventos canadenses não são dos melhores para a música pop. Porém, eis que surge Alanis Morissette, que chacoalhou a cena musical em meados dos anos 1990s.

Ok, ok, Alanis não foi nenhuma revolucionária, mas conseguiu ser uma artista indenpendente bem competente! Talvez a sua maior conquista foi alcançar o sucesso com uma voz esganiçada, quase Zezé Di Camargo. Depois de dois discos sem grande destaque, "Jagged Little Pill" lavou a alma da moça. Com canções emocionais e autorais, Alanis embalou a dor de cotovelo de muita gente. Ao mesmo tempo, preencheu a grande da MTV, lotou a programação das rádios e chegou até mim por um camelô do centro da cidade.

Eu estava esperando ônibus ao lado de um ambulante, perto do Terminal Menezes Cortes. Enquanto aguardava, fiquei olhando os CDs do vendedor. Eu não conhecia Alanis e nem sabia soletrar Morissette, mas comprei a bolachinha por um impulso inexplicável. "Jagged Little Pill" me divertiu durante meses e animou algumas viagens à Região dos Lagos.

A música que mais ouvi neste disco
Curti muito "Ironic", mas me recomendo também "You Oughta Know" e "Head Over Feet".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Segundo nossos amiguinhos do Wikipedia, "Jagged Little Pill" foi um dos três álbuns (ao lado de "Thriller", de Michael Jackson, e "Falling into You", de Celine Dion) a ficar no top 10 por 69 semanas.
O Chili Pepper Flea tocou baixo em "You Oughta Know".
"Jagged Little Pill" me traz boas recordações da faculdade, das chopadas e de churrascos etílicos.

Um pedacinho do disco:

domingo, 19 de junho de 2011

#265 Pet Shop Boys, "Discography"

Esse duo inglês dispensa grandes apresentações. Também, com mais de 100 milhões de discos vendidos na carreira, difícil alguém com algum contato com cultura pop não tenha ouvido falar dos Pet Shop Boys. Mesmo assim, eu demorei bastante pra comprar um disco deles.

Ouvi pela primeira vez no final dos anos 80, eu um mero adolescente não muito sociável (quem me conhece há pouco tempo jura que isso é mentira, mas eu era realmente recluso). Sabia que nas pistas só dava "Domino dancing" e "What have I done to deserve this?", mas eu não era muito fã de matinês. Mas eu já era viciado em rádio, e por isso essas e outras eram figurinha fácil nas fitas que eu gravava. Mesmo assim, não sei dizer o porquê, mas eu nunca tive esse impulso de comprar algum disco deles.

Já nos anos 90, os PSB lançaram essa coletânea com seus maiores sucessos até então, e aí não tinha como evitar. Nem esperei o preço cair: comprei tão logo surgiu nas lojas. E não me arrependi de maneira nenhuma. Das 18 músicas que fazem parte dessa compilação, só tem umas 4 ou 5 que eu acho fracas. Além das que eu citei acima, destaco a ótima "Being boring" (que tem um clipe gostoso pacas de ver), "Always on my mind" (cover de Elvis Presley) e "Where the streets have no name (I can't take my eyes off you)" (mistura do sucesso do U2 com o clássico de Frank Valli).

A música que mais ouvi neste disco
"Always on my mind"


Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Being boring" me lembra muito uma viagem que fiz pra Araxá no inicinho dos anos 90, para passar a semana santa no Grande Hotel (enorme, com ampla área verde, lago, bicicletas pra alugar, banhos termais, etc). Passava o dia inteiro perambulando pelo hotel ouvindo walkman e era nota zero em socialização. Várias pessoas da minha idade se conhecendo, e eu quieto ouvindo música e viajando nos amores platônicos.

Um pedacinho do disco:
http://www.youtube.com/watch?v=LtjFsFXU9YU