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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

#352 Queen, "Live Magic"

Uma das minhas primeiras memórias musicais foi um show do Queen. Na verdade, foi a apresentação da banda no Rock in Rio de 1985. Eu lembro das imagens dos vários artistas chegando ao Brasil em flashes do Jornal Nacional. Lembro da Nina Hagen, esquisitíssima, que mais parecia um travesti ou a Elke Maravilha. Lembro da plateia cantando baixinho com um emocionado James Taylor. E lembro de Freddie Mercury regendo a multidão. O Queen chegou ao Brasil, que, naquela época, era um país tão exótico e desconhecido quanto uma floresta de Urano. E naquele planeta distante, a espaçonave britânica aterrissou e cravou em mim, um fedelho de calças curtas, a curiosidade sobre o que era aquele tal de "roquenrol".

No início dos anos 1990s, pouco antes do Freddie morrer, ganhei "Live Magic", do Queen, de aniversário. Na verdade, minha mãe queria aquele disco, mas comprou para mim por pretexto. Tudo bem. Eu aprendi a lição e fiz muito isso nos anos futuros. Ah, lá por 1991 ou 1992, não havia DVDs de shows e canais por assinatura. Nosso acesso a esse tipo de conteúdo era por fitas mal e porcamente gravadas ou revistas especializadas. Lembra da Bizz? Outra opção eram os CDs ao vivo (quando eles valiam a pena). Neste caso, tudo dependia da imaginação do ouvinte. Com "Live Magic", eu fechava os olhos e imaginava aquele mar de gente hipnotizado pelo bigodão do Freddie e pelas musicalidades de Brian May, John Deacon e Roger Taylor.

Tirando as fotos do encarte, não havia imagens. Felizmente, eu era obrigado a imaginar a multidão compondo uma gigantesca percussão de palmas em "We will Rock You" ou fazendo milhares de backing-vocals em "I Want to Break Free". E ainda tinha "Bohemian Rhapsody", "Under Pressure", "Radio Ga-Ga" e "Another One Bites the Dust". E na última faixa, a apoteótica "God Save the Queen". Pois é, God save the Queen!

A música que mais ouvi neste disco
"One Vision", 100% rock and roll. Também foi trilha sonora de "Águia de Aço", um "Top Gun" que não deu certo.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Live Magic" foi gravado no ano de 1986 em três locações: o estádio de Wembley, Knebworth Park e a cidade de Budapeste.
Uma das imagens mais célebres do Queen é o helicóptero sobrevoando um tapete interminável de fãs. Provalvelmente, em Knebworth Park. Eu não sabia que esta foto estava no encarte, mas é uma lembrança do Queen que tenho antes deste disco.
Salvo engano meu, "Magic Tour" foi a última turnê do Queen.


Um pedacinho do disco

terça-feira, 30 de agosto de 2011

#337 Queen, "Made in Heaven"

Quando Freddie Mercury morreu, o mundo da música sofreu grande baque. Inegável o talento do cantor do Queen, uma das grandes bandas dos anos 70 / 80. Ele foi uma das primeiras celebridades a encarar publicamente o jugo da AIDS, o que de certa forma foi um grande exemplo para promover a desmistificação da doença, e principalmente para quebrar o preconceito contra seus possuidores.

Alguns anos depois, uma surpresa: surge um álbum de inéditas da banda. De cara pensei que fosse uma mera presepada para arrecadar dinheiro, ou uma coleção de sobras de outros discos e gravações demo (tal qual o Anthology dos Beatles). Na verdade não era bem isso. Ao saber que estava doente, Freddie gravou o maior número possível de vocais para as músicas, especialmente por saber que não viveria para vê-las concluídas. Os outros músicos então finalizaram as músicas inéditas 2 anos depois, colocando esse último disco no mercado. Fez grande sucesso e vendeu cerca de 20 milhões de cópias mundo afora.

Motivado por isso, comprei esse disco assim que pude. Legal sim, mas na minha opinião não tem o mesmo carisma de composições anteriores. Destaque para "Heaven for everyone" e "I was born to love you"

A música que mais ouvi neste disco
"I was born to love you", que é uma das únicas regravações, e que eu ouvi pela 1ª vez na trilha sonora internacional da novela A Gata Comeu

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"I was born to love you" é até hoje parte das coletâneas de quando estou amarradão em alguma mulher, e de uns tempos pra cá aparece também nas minhas playlists de corrida e pedalada. Adoro o astral dessa música!

Um pedacinho do disco:


segunda-feira, 25 de julho de 2011

#301 Queen, "Greatest Hits vol. 1"


Mais um da série: "por que não falei deles antes?". Apesar de terem sido uma das bandas mais emblemáticas dos anos 70 / 80 e terem feito um puta sucesso por aqui (inclusive com um show memorável no Rock in Rio I), eu demorei pacas a conhecer de verdade a discografia deles. Sei lá, acho que pelo fato de meus irmãos mais velhos não serem muito fãs. Mas eu só vim a descobrir o Queen DE VERDADE no início dos anos 90.


Falava-se muito da banda, falava-se muito da competência de seu vocalista Freddy Mercury, mas eu ainda não tinha parado pra ouvir com calma um CD deles. Até que num churrasco no finalzinho do meu 2º grau (atual nível médio), alguém levou esse CD. A cada música que tocava, eu me lembrava de já ter ouvido. Em alguns casos, nem tinha me dado conta de que era do Queen. Claro, entrou pra lista de CDs compráveis :D

Nesse vol. 1 tem um total de 17 músicas. Quase todas excelentes, e todas foram singles bem sucedidos no mercado (desde o primeiro álbum da banda até o ano de 1981, data de lançamento da coletânea). E mesmo depois que eu parei de ouvir CDs, várias dessas músicas perambulam pelos meus playlists.

A música que mais ouvi neste disco
Acho que foi "Bohemian rhapsody"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Um amigo dos tempos de faculdade sempre cantarolava "Another one bites the dust" quando ficava com alguma menina quando íamos pra night :D Era o cara que dizia que ficaria solteiro até os 40, mas se casou antes mesmo de fazer 30.

Um pedacinho do disco: