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domingo, 25 de setembro de 2011

#363 Eurythmics, "Greatest Hits"

Agora no finalzinho das nossas rotações, cheguei a um dilema que eu jamais imaginava: vai ficar muita coisa de fora. Se você pensar, 365 discos é coisa pra dedéu, fora que tem muitos discos significativos pra mim que também são para o Surfista, o que de certa forma queima cartuchos. Esse post originalmente seria sobre o disco de estréia do "Gorillaz", mas aí me veio à mente vários outros discos representativos que tinham que constar aqui. Como a idéia é falar de discos que nos marcaram de alguma forma, não podia deixar de falar de um dos legados musicais dos anos 80: o duo Eurythmics.

Formado pelos ingleses Dave Stewart e Annie Lennox, o Eurythmics foi um dos grupos que mais emplacou hits nos anos 80. Justo os anos 80, tão marcantes musicalmente para os trintões aqui. Durante os anos 80, os sucessos deles eram presença obrigatória em qualquer evento dançante, desde as festinhas americanas nos playgrounds até os bailes de debutantes (depois da valsa, claro). Algumas em especial marcavam ponto: "Sweet dreams (are made of this)", "There must be an angel" e "When tomorrow comes".

Na virada da década de 90, cada um seguiu seu caminho. Desconheço o êxito do Dave Stewart, mas Annie Lennox ainda rondou as paradas por algum tempo ao longo da década. Assim que separaram essa coletânea foi lançada. Era figurinha fácil nos churrascos dos tempos de 2º grau (hoje ensino médio) e de faculdade. 

A música que mais ouvi neste disco
Eu sempre fui viciado em "When tomorrow comes"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ao final dos anos 90, Dave e Annie se juntaram para gravar um novo disco, mas não voltaram com o Eurythmics oficialmente. De realmente relevante, só mesmo Annie Lennox gravando a linda música "Into the West", da trilha sonora de "Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", ganhadora do Oscar de melhor canção original. Semana passada saiu uma notícia de que Dave Stewart ia montar uma banda com Mick Jagger, Joss Stone e o indiano responsável pela trilha sonora de "Quem quer ser um milionário?". Vamos ver o que sai disso aí...

Um pedacinho do disco:

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#345 Vários, "Red Hot + Rio"


O projeto Red Hot é uma iniciativa da Red Hot Organization, que visa esclarecer os povos do mundo quanto às questões relacionadas a AIDS usando a cultura pop como ferramenta de disseminação. Seu primeiro e mais bem sucedido trabalho foi uma coletânea de músicas do falecido cantor e compositor Cole Porter interpretadas por diversos artistas do pop rock mundial. O disco? Red Hot and Blue, com interpretações de Neneh Cherry (irmã de Eagle Eye Cherry, que habitava as paradas nos anos 80 e 90), k.d. Lang, Erasure, David Byrne e U2 (uma excelente versão de "Night and day"), entre outros.


O projeto seguiu embalado por esse sucesso, mas seus discos não tiveram o mesmo êxito, exceto pelo excelente "No Alternative". Eis que em 1996 resolvem fazer um disco só com versões de grandes artistas internacionais para músicas da bossa nova, em especial as de Tom Jobim. Nasce o excelente Red Hot + Rio, com interpretações de PM Dawn, Crystal Waters, Sting, David Byrne, Incognito, Cesária Evora etc, em parceria com artistas de peso da MPB como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte, Tom Jobim, Chico Science, etc. O disco é uma DELÍCIA de se ouvir!

Comprei graças a dica de um amigo músico, e ouvi até literalmente arranhar. Nunca mais vi à venda, senão comprava de novo.

A música que mais ouvi deste disco
"Corcovado", cantado em português com sotaque pelo Everything but the Girl

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Muitos falam em samba, mas é fato que a bossa nova é um dos estilos musicais brasileiros mais emblemáticos no exterior. Logo, nesse 7 de setembro, dedico esse disco de grande sucesso (um dos mais vendidos do projeto Red Hot) a toda essa galera brazuca que faz sucesso por aqui e especialmente lá na gringolândia. Brasileiro não é um povo dos mais patriotas, mas basta ficar um tempo lá fora pra se emocionar com qualquer menção à terrinha.

Um pedacinho do disco:


domingo, 28 de agosto de 2011

#335 Madonna, "The Immaculate collection"

Houve uma fase da minha adolescência que minha verve musical foi contagiada por uma novidade: cantores, cantoras e bandas do showbiz mundial passaram a gravavam filmes curtos, embalados por suas músicas. Muitos deles tinham algum tipo de encenação (com alguma relação com a música), mas quase todos mostravam-nos cantando em algum momento. Sim, estou falando do videoclipe. Dentre os vários memoráveis da década de 80 (o "Thriller" de Michael Jackson e o "Money for nothing" do Dire Straits, por exemplo), mas não dá pra falar de videoclipe sem citar a Madonna.


Foram esses vídeos que me despertaram para a música dessa cantora americana ainda nos anos 80. Ainda não existia TV a cabo por aqui (estranho dizer isso, parece que existe desde sempre :D), então dependíamos da boa vontade da TV aberta. Primeiro, com o excelente FM TV, que passava na finada TV Manchete. Pouco depois, o fanfarrão mor BB Videoclipe, na TV Record. E é engraçado, pois só de ouvir os primeiros acordes de "Borderline" eu me lembro da época, ainda que eu não lembre do clipe. Mas os que vieram a seguir ficaram marcados na memória de muita gente: a perfomance a la Marilyn Monroe em "Material girl", a historinha latina de "La isla bonita" e as polêmicas cruzes em chamas de "Like a prayer". E para ter isso tudo pertinho do ouvido, Madonna lançou a coletânea "The Immaculate collection", que na minha opinião resume bem tudo de bom que ela lançou. No máximo incluiria "Beautiful stranger" e "Frozen", lançadas mais adiante. Disco obrigatório!

A música que mais ouvi neste disco
"Borderline", por uma questão de memória sentimental mesmo

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ok, vou confessar: "Borderline" me lembra muito uma amiga de uma das minhas irmãs (ambas mais velhas), dos tempos de escola. Era loirinha, gatinha e tinha uma pinta semelhante a da Madonna. Sabendo-se que eu era um pirralho pré-adolescente com hormônios fervilhantes nas veias, não preciso fazer um tratado de amor platônico, né ?

Um pedacinho do disco:

terça-feira, 19 de julho de 2011

#295 DJ Janot, "O som brazooka do DJ Janot - Vol. 1"


No início dos anos 2000, tive uma "recaída" na minha vida noturna. Mas ao contrário dos anos 90, as noitadas embaladas por música eletrônica (o dance bate-estaca que permeava as rádios na época) deram lugar a boates com som mais alternativo. Nessa época, eu era figurinha fácil na festa Loud! e na festa Paradiso (ambas baseadas em rock alternativo, grunge e afins). Mas a convite de colegas de trabalho, fui conhecer a festa Brazooka, que rolava toda sexta-feira na Casa da Matriz (casarão em Botafogo cuja programação era tudo menos modinha).


Nas pick-ups, batia ponto o DJ Janot, especializado em tocar tudo do bom e do melhor da música brasileira, em versões originais e também alguns remixes. Ali nas pistas da Matriz eu ouvi muita coisa boa que eu não conhecia. Digo até que eram sons de artistas que eu tinha algum preconceito antes, por conta do meu foco míope no rock. Lembro muito de uma noite onde o homenageado foi Roberto Carlos, e em boa parte da noite o Janot tocou várias versões maneiras de sucessos da Jovem Guarda. Algo parecido foi feito também com Chico Buarque, e posso afirmar que foi a partir dali que comecei a curtir o som dele.

A festa fez tanto sucesso que Janot lançou dois CDs com um apanhado de músicas que ele tocava com frequência por lá. Desses, comprei o primeiro pra ver se curtia, e quando resolvi comprar o volume 2 não achei mais nas lojas. Uma pena. O CD inteiro é excelente, e ótimo pra deixar rolando numa festinha mais descolada. Destaque para a versão que a Banda Caixa Preta fez para o "Samba da benção", para a versão de "Pelas tabelas" (Chico Buarque) cantada por Roberta Sá, para "Essa moça tá diferente" remixada com Simoninha nos vocais e para alguns clássicos como "Tiro ao Álvaro" (Adoliran Barbosa com Elis Regina), "A Praieira" (Chico Science & Nação Zumbi) e "Frevo Mulher" (Zé Ramalho)

A música que mais ouvi neste disco
O remix de "Essa moça tá diferente", que é excelente!

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nos primeiros 2 anos de existência, a festa era a melhor opção da noite do Rio, tanto pra quem queria só curtir quanto para uma azaração sadia. Mas como toda opção boa da noite carioca, depois de algum tempo começou a ter homem demais, e com o excesso, as brigas. Uma pena.

Um pedacinho do disco:

quinta-feira, 9 de junho de 2011

#255 Vários, "MooNight - a festa"


No virada dos anos 90 pros anos 2000, eu tive uma séria recaída no hábito de frequentar boates. Na época namorava uma menina que gostava bastante de ir a boates, e a maioria dos meus amigos estavam solteiros. Nessa época, surgiu uma festa muito badalada chamada MooNight. Não lembro com exatidão, mas acho que rolava no Clube Monte Líbano. Não cheguei a ir em nenhuma, porque eram todas mega lotadas (e o precinho era violento para o bolso de um estagiário).


Mesmo assim, como toda vesta hype de um determinado tempo, lá tocava tudo do bom e do melhor para o gosto da rapaziada. Eu quase afirmo que o que os DJs da festa tocavam acabava virando sucesso e era copiado pelos outros DJs da noite carioca. Seja qual for a razão, quando o pessoal da festa resolveu compilar os sucessos das pistas de lá num CD, acertaram em cheio.

Nessa época já tínhamos o Napster e o Kazaa para buscar MP3 na internet, mas para músicas de dance / hip hop / techno e afins era uma tarefa bem difícil. Principalmente porque você achava na rede uma mesma música com inúmeras versões diferentes (remixadas por DJs diversos), e o que queríamos era AQUELA versão que nos acostumamos a ouvir e dançar na noite. E também por isso, o CD da MooNight vendeu igual pão quentinho. Hoje em dia eu não tenho mais o hábito de ir a boates (acho que ninguém da minha geração), mas essas músicas acabam tocando em festas. E eu acabo usando algumas nas minhas playlists de corrida.

A música que mais ouvi neste disco
"Stomp" (do DJ Trajic), que fez tanto sucesso que foi base para vários remixes de músicas subsequentes, graças a sua batida marcante

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A música "Stay in love" (Mon A Q) era a típica "música de mulherzinha" na época: bastava tocar os primeiros acordes para a mulherada rata de boates soltar um gritinho qualquer e se bandear para a pista. E a macharada guerreira e vigilante logo acompanhava. Fenômeno clássico que se repetiu em várias outras músicas (como por exemplo na "You gotta be", da Des'ree)

Um pedacinho do disco


domingo, 22 de maio de 2011

#237 Lighthouse Family, "Ocean Drive"


O Lighthouse Family foi um desses fenômenos pop que surgem em determinadas épocas, invadem as rádios, todo mundo compra o disco e depois desaparecem sem deixar vestígios. Só não digo que são do tipo one hit wonder porque eles devem ter na verdade umas 4 ou 5 músicas que fizeram algum sucesso.

Esse duo britânico chegou às paradas de sucesso com esse disco, puxado pelo grande sucesso que a música "Loving every minute" fez nas pistas e nas rádios, lá pelo ano de 1996. Nessa época, este navegante que vos digita era um contumaz frequentador de boates escuras com gente bêbada e músicas repetitivas. Daí pra começar a dançar e ouvir essa música foi um pulo. Como era a época das grandes promoções das Lojas Americanas, comprei o CD tão logo apareceu a preço de banana.

De cara, só valeu por essa música e pela faixa título, "Ocean Drive". O resto do disco é fraco de dar dó. Alguns meses depois conheci uma menina que adorava as músicas deles, e passei a ter menos preconceito de algumas músicas. Mas bom mesmo, continuei não achando. Tanto que no fim do namoro o CD ficou com ela e eu não fiz esforço algum de recuperá-lo.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Loving every minute", claro.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Pra uma coisa o disco servia muito bem: para criar um bom clima a dois sem apelar para a Sade. :) Funcionava que era uma beleza! :D Ainda bem que hoje em dia temos o Morcheeba para essas missões...

Um pedacinho do disco:

sábado, 12 de fevereiro de 2011

#138 Madonna, "Like a prayer"

Da série "eu confesso": me amarro em boa parte da discografia da Madonna. No início, gostava de uma ou outra música solta, desde os tempos de "Borderline" (a minha música predileta dela). Mas mesmo emplacando muitos hits, eu nunca entrei na pilha de comprar um disco dela.

Eis que Madonna dá uma reviravolta em sua carreira, e consolida sua imagem de pop artist bombástica: aparece com as madeixas escuras, promovendo o disco "Like a Prayer", num clipe com música de mesmo nome, onde ela tem um affair com um santo negro e canta com várias cruzes em chamas ao fundo. Óbvio que causou alarde em todo o mundo. Do lado de cá, me chamou atenção para a música, com o clipe passando em programas de música da extinta TV Manchete. Me convenci e comprei o LP. E não me arrependi nem um pouco!

Neste disco, Madonna manda muito bem com sua habitual mistura de pop, dance e soul. Além da faixa título, ela fez muito sucesso com "Express yourself", "Cherish", "Oh father" e "Keep it together".


A música que eu mais ouvi deste disco
"Like a prayer", sem dúvida alguma

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O disco foi lançado numa rara época da minha pré-adolescência em que íamos muito a praia. Quase todo fim de semana, geralmente no início da Barra, em frente a terceira ilha do arquipélago das Tijucas (perto do Pepê). O disco inteiro marcou muito essa época na minha memória, em especial a minha tentativa de aprender a pegar onda de body board. Com a imaginação fértil, na minha mente rolava um pequeno filme mostrando um cara aprendendo o esporte (na linha de Karate Kid, um dos meus filmes prediletos na época, só que trocando o karatê pelo body board). Se não fosse tão clichê eu escrevia e mandava pra algum estúdio :D


Um pedacinho do disco:


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

#116 Shakira, "Pies descalzos"


Olha, eu confesso: eu não dava nada pra esse disco. Escutei "Estoy aqui" nas rádios na época, mas achava que era só uma excentricidade da programação. Aí escutei alguns conhecidos falando bem da Shakira, e comecei a ficar curioso. Mas a porta de entrada foi a de sempre na década de 90: uma promoção de CDs, dessa vez do Feirão do CD (de onde o Surfista e o Vulgo Dudu eram habituês).

Cheguei em casa, ouvi e quase me arrependi da compra (mesmo sendo tão barato). Deixei de lado por uns tempos. Achei que era preconceito meu por ser cantado em espanhol, e era mesmo. Ouvi de novo, e comecei a curtir as músicas. Não é nenhuma grande maravilha, mas é um disco gostoso de ouvir. Será que é porque eu tenha começado a achar a Shakira um pedaço de mal caminho? Talvez... :D Do disco destaco também "¿Donde estás corazón?" e "Un poco de amor" (além de "Estoy aqui"). Daí em diante comecei a prestar mais atenção a carreira da moça, que ficou mais pop, mais provocativa, e também mais ousada musicalmente. Alguns acertos, algumas bolas foras, mas saldo positivo. Mas isso é assunto pra quando eu falar do Acústico... :D

A música que mais ouvi neste disco
"Estoy aqui"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Shakira é muito conhecida pela dança sensual nos shows e nos clipes. Ela mistura dança latina com movimentos de dança do ventre, que pratica há muitos anos e está em linha com sua ascendência libanesa

Um pedacinho do disco:

sábado, 15 de janeiro de 2011

#110 Daft Punk, "Discovery"


Em 2001, após um bom tempo de namoro, voltei a me aventurar pela noite carioca. Estava um pouco perdido quanto a lugares pra ir e com quem ir (a maioria dos meus amigos na época ainda estava namorando). A opção principal ainda era ir a boates, pra ouvir dance, house, techno, hip hop e afins, com uma ou outra variação dependendo do DJ. Não tinha mais muita paciência pra esse tipo de música, mas era o que tinha pra se fazer. Nessa nova incursão, uma música era uma verdadeira unanimidade nas pistas: "One more time", do duo francês Daft Punk.

Depois de ficar viciado nessa música e de gostar bastante de outra do mesmo disco sugerida pelo meu amigo Hiro ("Digital love"), resolvi correr atrás desse disco. Acho que foi um dos poucos discos de house que eu ouvi da primeira a última faixa. Alterna bons e maus momentos, mas o saldo é positivo. Além das duas citadas, gostei muito também de "Harder, Better, Faster, Stronger", que tem uma construção interessante e criativa: primeiro um canta os adjetivos (do título da música), depois as ações, e depois misturam as duas partes formando os versos.

A música que mais ouvi neste disco
"One more time"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O disco inteiro serviu de trilha sonora para o longa de animação japonesa Interstella 5555 (com a colaboração do duo), produzido pela Toei Animation sob a supervisão de Leiji Matsumoto. Inclusive os clipes das músicas são trechos do filme, e alguns deles passaram na MTV e no Cartoon Network na época

Um pedacinho do disco:

domingo, 28 de novembro de 2010

#062 Deee Lite, "World Clique"


A chegada da MTV Brasil foi uma grande revolução no cenário musical brasileiro. Até então, as rádios FM e sua sólida estrutura de jabás e gravadoras comandavam o que as pessoas ouviam e gostavam. Mas com a chegada de um canal quase que exclusivamente de videoclipes (sim, a MTV passava MUITA música na época), a influência naqueles que gostavam de ouvir novidades foi sensível. A chacoalhada no nosso mercado foi similar a que rolou no mercado de automóveis com a chegada dos importados, no início da década de 90: opções.

E nesse pacotão inicial da MTV, na época ainda importando quase tudo da matriz americana, vieram: Lisa Stansfield, Supergrass, Counting Crows, Spin Doctors, etc. Dentre eles, veio um grupo dance "globalizado" chamado Deee Lite. Insistiam no rótulo globalizado por ser formado pela vocalista americana Lady Miss Kier Kirby, pelo DJ russo Dimitri e pelo DJ japonês Towa Towa. Seu principal single foi com certeza um dos grandes sucessos da década de 90: "Groove is in the heart" até hoje é assídua nas pistas de dança de apelo mais pop. Mas o colecionador de CDs que vos digita não quis saber só do single e comprou o disco, na esperança de expandir a experiência. E foi um certo anticlímax.

Além da faixa famosa, outras 4 músicas são muito boas: "Power of love" (embora a versão do clipe seja BEM melhor do que a do disco), a preguiçosa "Smile on", a contagiante "Good beat" (ótima pra correr inclusive) e a pouco conhecida "Heart be still", que além de gostosa de ouvir tem uns samples legais (especialmente de metais de sopro). Fora isso, o disco deixa a desejar. Claro, 5 músicas boas em 12 é um número expressivo se você considerar uma época onde muitos artistas lançavam discos com no máximo 2 boas, mas as outras na minha opinião eram tão destoantes que ficou essa impressão de ser um disco meia boca.

A música que mais ouvi neste disco
Com certeza, "Groove is in the heart"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Apesar de não ser nenhuma sumidade em termos de beleza (aliás, muito pelo contrário), eu na época tinha altos sonhos calientes com a vocalista do Deee Lite. Talvez arroubos de adolescência tardia, talvez falta do que fazer (ou de quem fazer :D)

Um pedacinho do disco: