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segunda-feira, 18 de julho de 2011

#294 The Rolling Stones, "Stripped"

Por muito pouco, titio Mick Jagger não caiu no canto da sereia e gravou um acústico. Quase. Sem o peso das guitarras e sem a suavidade da "voz-e-violão", "Stripped" ficou no meio do caminho. Na aba da bem-sucedida turnê de "Voodoo Lounge", a banda registrou alguns dos seus (muitos) sucessos em versões mais leves. Além da sua própria obra, os caras ainda botaram "Like a Rolling Stone" nos Tops 10 da vida, décadas após o seu lançamento. O público gostou tanto que Bob Dylan himself participou da turnê dos Stones fazendo um luxuoso show de abertura. Esta gig chegou ao Brasil lá por 1997 ou 1998, não lembro. Perdi e me arrenpendo até hoje.

Particularmente, gosto muito de "Stripped". Curto o acabamento das canções e os arranjos de "Angie", "Street Fighting Man" e "Slliping Away". Gosto também da melancolia de "Wild Horses". Aliás, "Wild Horses" embalou meus tocos e entrou em uma fitinha cassete destinada a fazer o clima com mocinhas incautas que paravam no meu banco de carona. Rolou uma brecha, eu tacava o K7 para tocar e esperava para ver o que poderia acontecer. Mesmo com algum sucesso nas investidas, esta faixa está mais lembrada pelas minhas noites de fossa.

A música que mais ouvi neste disco
"Wild Horses", seguida de perto por "Like a Rolling Stone".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Stripped" vinha com uma faixa multimídia para tocar nos PCs 486s da época. Não era nada de mais. Pelo que lembro, era o clipe de "Like a Rolling Stone" e outras bobeirinhas. Ao contrário de "@lbum", do Barão Vermelho, essa faixa eu consegui ver no computador.
Ganhei "Stripped" do padrinho mineiro do meu irmão. Ele levou a gente até uma loja de discos e disse: "podem escolher um disco cada um. É presente, uai!". Muito maneiro!

Um pedacinho do disco

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

#149 Rolling Stones, "Rarities 1971-2003"

Nunca fui muito fã de coletâneas. Ainda não sou. Sabe, eu acredito que o artista pode guardar tesourinhos em seus discos que vão muito além dos singles ou "músicas de trabalho". São os chamados Lados Bs. Mas veja que paradoxo: um disco que reúne preciosidades raras dos Rolling Stones. Posso dizer que "Rarities 1971-2003" é a anticoletânea.

Como o título informa, este CD abriga pérolas dos Stones entre os anos de 1971 e 2003 (dããããããããã...). São B-sides e registros ao vivo com boa qualidade sonora (técnica e artística). Não que sejam raríssimas, mas o repertório de "Rarities" soa como um mimo aos fãs mais fuçadores e menos MTVs. No pacote, tem uma imensa "Miss You" (mais de sete minutos), "Wild Horses", "Through The Lonely Nights" e "Tumbling Dice" e os blues "Fancy Man Blues" e "Wish I'd Never Met You".

Não é um CD popzão dos Stones, mas trará momentos de alegria aos fãs - eu, inclusive. Ouça com o peito aberto.

A música que mais ouvi neste disco
Mesmo com seus longos sete minutos, "Miss You". Acho esta canção estupidamente sensual.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Confesso que já me peguei saracoteando que nem Mick Jagger ao som de "Miss You". Foi mico interno, pois estava sozinho em casa.

Um pedacinho do disco

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

#045 Rolling Stones, "A Bigger Band"

Ouvi "A Bigger Band" há poucas semanas, isto é, em meados de junho de 2010. Sendo assim, descobri este CD com cinco anos de atraso e me sinto como um sujeito que chega tarde a uma festa muito boa. Provavelmente, eu ficaria mais cinco anos sem descobri-lo, se não fosse uma visita boboca às Lojas Americanas (sempre ela) e uma olhadinha rápida na prateleira de CDs. Tcham, num passe de mágica, Rolling Stones por 8 merrecas. Perfeito!

Independente à comparação aos grandes discos dos Stones de idos tempos, "A Bigger Band" não faz feio. Mick, Keith, Ron e Charlie apresentaram um álbum de estúdio com canções inéditas muito legais e que não pagam mico na discografia da banda. Cada uma das músicas tem pegada, tem arrojo e energia e a autorreferências às diferentes fases de sua carreira.

Tem rock clássico ("She Saw me Coming"), blues ("Back of my Hand"), baladinhas para tocar na rádio FM ("Streets of Love") e muitas guitarras ao pleno service da diversão. E, convenhamos, diversão é algo que os Rolling Stones fazem com perfeição.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Rain Fall Down" transpira sensualidade. A levada funkeada e a melodia saliente tornam essa música irresistível.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Não chega a ser uma presepada, mas costumo colocar esse CD para cozinhar. Sei lá, acho que ele desperta dotes culinários. Vai entender, né?
Momento confissão: gosto mais de Rolling Stones que Beatles.

Um pedacinho do disco: