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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

#329 Coldplay, "X&Y"

Esse disco foi lançado no auge da minha fixação pelo Coldplay, graças principalmente ao "A rush of blood to the head". Eu vivia um período de vida bem conturbado, mas que culminou em uma transformação muito positiva na minha vida: minha volta definitiva ao esporte. Mais precisamente ao mergulho e ao remo.


Lembro bem de gravar músicas desse CD no MP3 pra ouvir numa viagem a Três Rios, onde ia fazer rafting com amigos, em pleno carnaval de 2006. Eu ainda não tinha dado a atenção devida ao disco, logo pode-se dizer que foi na viagem que eu realmente descobri as músicas. De cara, torci o nariz para o primeiro single do disco, "Fix you". No caso, foi uma mera expectativa não atendida: eu imaginava que eles viriam com uma música com o mesmo punch de "Clocks", do disco anterior. Felizmente foi só uma primeira impressão distorcida, porque "Fix you" é uma delícia de se ouvir (até melhor do que "The scientist", a baladinha no mesmo estilo que figura no trabalho anterior).

Mas a música que eu esperava ouvir estava ali no disco, só faltava descobri-la: "Talk" e "The hardest part", qualquer uma delas bate um bolão. "Speed of sound" também é legalzinha, mas nada demais. As outras não tem vocação para hits, mas são bem gostosas de ouvir de bobeira, enquanto lê um livro, aprecia uma paisagem, pensa na vida, etc (em especial "A message" e "Swallowed by the sea").

A música que mais ouvi neste disco
"The hardest part"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Antes do X&Y, teve um show do Coldplay por aqui por um bom preço, e a banda ainda não era conhecida do grande público. Esnobei, porque só conhecia umas 3 ou 4 músicas. Em 2006 eles vieram aqui de novo pela turnê do X&Y, mas os ingressos esgotaram em poucas horas e eu não consegui ir. Agora que venha o Rock in Rio: meu ingresso já está garantido.

Um pedacinho do disco:


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

#310 Coldplay, "Viva la Vida"

"Viva la Vida" é o disco do Coldplay que menos me encanta. A capa é maneira, o acabamento gráfico é irado, mas falta inspiração. Na minha opinião, não chega a ser ruim, mas também não é maravilhoso como os anteriores. Ok, ok, ok... tem "Viva La Vida", que é fofinha, e outras canções que funcionam e são executadas com muita competência. Beleza, mas acho que estão no piloto-automático.

O aspecto positivo do Coldplay é que, mesmo sem ser brilhante, a banda consegue produzir um disco bacaninha. Bom, não que "bacaninha" seja um grande elogio, mas em tempos de vacas magras, é algo a ser reconhecido.


A música que mais ouvi neste disco
"Viva la Vida"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Ih, nem tem...

Um pedacinho do disco

sexta-feira, 20 de maio de 2011

#235 Coldplay, "A Rush of Blood to the Head"


Esse é mais um dos discos que pensei: "Ah, o Surfista já deve ter escrito a respeito...", ainda mais após quase 8 meses de blog. Depois do grande sucesso que o o primeiro disco ("Parachutes") fez (principalmente entre os que gostam de britpop), havia uma grande expectativa quanto a esse segundo trabalho da banda. Enquanto isso, o mundo vivia um momento de reflexão e apreensão com os ataques terroristas às torres gêmeas, em plena NYC.

Isso pode ou não ter influenciado a banda, mas fato é: o disco tem um tom mais melódico e melancólico que o anterior, sem sombra de dúvida. Algumas músicas acústicas (como a deliciosa "Green eyes"), e melodias fortemente baseadas em piano, violão e guitarra, assim eu resumiria o "A Rush of Blood to the Head". O carro chefe do disco é a música "In my place", que fez tanto sucesso que até em videogame aparece (é uma das faixas do jogo Guitar Hero 2).

Depois dessa, lançaram a balada "The Scientist", praticamente toda baseada em piano. O single seguinte ("Clocks") tocou exaustivamente em rádios do mundo todo, e inclusive ganhou versões dance para as boates (que eu particularmente não curto). Fora essas, destaque também para "Warning sign" (balada de cortar os pulsos) e "Amsterdam".

Esse foi um dos últimos discos que eu fiz questão de comprar, embora já quase não ouvisse mais CD em casa ou no carro

A faixa que mais ouvi neste disco
"In my place", seja em MP3, seja em CD, seja jogando Guitar Hero

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Clocks" foi uma música que usei para fazer um vídeo (um slideshow com algumas fotos nossas, na verdade) para uma namorada na época. Com isso, a música durante um bom tempo ficou totalmente atrelada a essas memórias (especificamente às fotos que eu usei e aos momentos que elas retratavam). As outras duas músicas (uma do R.E.M., outra do Beach Boys) marcaram também, mas não tanto quanto essa.

Um pedacinho do disco:

quinta-feira, 21 de abril de 2011

#206 Coldplay, "Parachutes"

Não tenho nenhum história marcante com "Parachutes", mas poderia ter. O primeiro disco do Coldplay jamais embalou minhas fossas nem foi associado a qualquer musa. Nenhuma das faixas foi companheira de madrugadas insones. Jamais fiquei de porre com estra trilha sonora. Nadica! É uma pena, pois este CD é generoso para estas situações. Como diria a querida Maria, "é de molhar a calcinha".

Pois bem, "Parachutes" é um CD fora de série. Sofisticado, melódico, bem produzido, britanicamente blasé e altamente pop. Sem muito esforço, emplacou muitas das suas 10 faixas nos Top 10 da vida. "Don't Panic", "Yellow", "Trouble" e "Shiver" tocaram uma enormidade e, creio eu, viraram clássicos. Por outro lado, os detratores se armaram com as críticas de que o Coldplay era um clone-açucarado do Radiohead. Entre afagos e ataques, Chris Martin e seus blue caps mostraram que não entraram no Olimpo da música por acaso.

Eu, particularmente, acredito que o Codlplay é uma das raras bandas que mantém uma carreira coesa. De "Parachutes" ao recente "Viva La Vida", os discos seguem uma mesma linha musical. Todos têm alicerces em canções pops, mas que não abrem da criatividade e qualidade. Ponto para eles!


A faixa que mais ouvi neste disco
"Yellow" é de uma "fofice" comovente. Gosto muito de "Don't Panic" também.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Seguindo as lições do titio Bono, o Coldplay também é ativo politicamente. A banda já manifestou apoio às causas da Anistia Internacional, Oxfam e à campanha Make Trade Fair, dentre outras ações.
Curiosamente, o Coldplay ainda é considerado uma banda alternativa. Tenho cá minhas dúvidas.

Um pedacinho do disco