BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »
Mostrando postagens com marcador Arnaldo Antunes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arnaldo Antunes. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de setembro de 2011

#362 Marisa Monte, "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor"

"Deixa eu dizer que te amo,
Deixa eu gostar de você.
Isso me acalma, me acolhe a alma.
Isso me ensina a viver"

Tem como não gostar de um disco que começa com esses versos? É uma declaração de amor tão bonitinha, tão sincera, que se torna irresistível. Esta é "Amor, I Love You". E assim é o resto de "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor", o quinto e mais romântico álbum da Marisa Monte.

Em 13 cabalísticas faixas, Marisa deu uma aula de como fazer um disco onde o amor quase desvairado e quase cafona é o tema principal – e sem perder a classe. A dor que aperta o peito e faz as pessoas perderem noites de sono em desatinos de saudade. Essa sensação está em "Não Vá Embora", "Tema de Amor", "Não É Fácil", "Cinco Minutos", "O que me Importa", "Abololô" e por aí va. Para falar da dor de cotolevo, "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" consolida o ménage a trois artístico com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes. Era o tribalismo ganhando forma.

Ah, e o disco ainda tem espaço para composições de Caetano Veloso ("Sou seu sabiá"), Jorge Ben ("Cinco Minutos"), Paulinho da Viola ("Para Ver as Meninas") e a dupla Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito ("Gotas de Luar"). Aí você vê como Marisa se cerca de gente boa na hora de fechar os seus CDs. Assim como qualquer outro trabalho em que a portelense ponha a mão, "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" é obrigatório.

A música que mais ouvi neste disco
Sem dúvida, "Não Vá Embora". Com percussão explosiva, Marisa rasteja pelo seu amado e suplica "Eu podia estar sofrendo, caído por aí. Mas com você eu fico muito mais feliz". Belo! Ah, outra que merece nota é "Gentileza", composta por ela para o artista, grafiteiro e maluco beleza Gentileza.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Marisa Monte lançou "Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" no Rio em um show no Citibank Hall. Foi na época do meu aniversário. Uma tia me deu de presente 4 ingressos para este show. Fui com a família. Belíssima apresentação. Marisa manda bem no estúdio e no palco.
Nesta época, Marisa Monte estava sob gestão do Davi Moraes, filho do Moraes. Ele é o guitarrista neste disco.
O encarte é recheado de fotos, tiradas a esmo pela própria Marisa e a aproveitadas na direção de arte. São retratos de livros ("Senhora", por exemplo), CDs, pedaços do estúdio e detalhes da anatomia da artista, como os seus pés.
Em "Amor, I Love You", Arnaldo Antunes declama em voz gutural um trecho de "O Primo Basílio", de Eça de Queirós.
"Memórias, Crônicas e Declarações de Amor" foi gravado em Salvador, Rio de Janeiro e Nova York.

Um pedacinho do disco




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

#095 Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, "Tribalistas"

Conheci "Tribalistas" (o disco completo, eu quero dizer) por acaso. No Rio, Quando a polícia civil resolve descer a borracha nos camelôs é um salve-se-quem-puder. No meio de uma dessas quizumbas, um pobre ambulante fugiu deixando cair parte do seu estoque de CDs piratas. Aos pés do meu irmão, que trabalhava no Centro, caiu um exemplar Jack Sparrow do então lançamento. Naquela noite, ganhei de presente o meu primeiro (e único) disco piratão.

Na opinião do blogueiro, "Tribalistas" é a "Bruxa de Blair" do mercado fonográfico brasileiro. Opa, contextualizemos a parada: assim como o filme, o disco foi um projeto sem qualquer pretensão de um grupo de amigos que acabou se tornando um retumbante sucesso. Aliás, o próprio grupo de amigos em questão era totalmente diferente entre si. No pacotão, tinha a sofisticação de Marisa Monte, a folia de Carlinhos Brown e os experimentalismos de Arnaldo Antunes. Não é que esta mistureba deu certo?

"Tribalistas" é um trabalho muito bacana. Tem muita criatividade, canções interessantes, músicos competentes e uma harmonia incrível entre os três artistas. No repertório, "Velha Infância", "Carnavália", "Mary Cristo" e o hit "Já Sei Namorar", que tocou, tocou, tocou incansavelmente nas rádios.

"Cuíca gemeu, será que era eu, quando ela passou por mim"

A faixa que mais ouvi neste disco
"Já Sei Namorar" foi a mais ouvida, mas "Velha Infância" foi a minha preferida.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Marisa Monte tem um apelido no trio. Na lisérgica músicas "Tribalistas", eles revelam que são "Arnaldo, Carlinhos e Zé". Sim, Zé é ela.
Mesmo com o sucesso aburdo do álbum, Marisa, Arnaldo e Carlinhos nunca fizeram um turnê do disco. Pelo que sei, a única apresentação do trio foi em Paris.
Vem fácil, vai fácil. Perdi o piratão dos "Tribalistas" em uma viagem ao Pará. Anos depois, comprei um CD bonitinho e legalizado.
"Já Sei Namorar" foi hit do Carnaval de 2003. Virou um hino da pegação!
A arte do disco é assinada por Vik Muniz.

Um pedacinho do disco