BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS »
Mostrando postagens com marcador cidade negra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidade negra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de julho de 2011

#290 Coletânea, "Raul Seixas - O Início, o Fim e o Meio"

Já comentei aqui, mas vale repetir: fui criado em um ambiente musical. Enquanto meu pai era mais conservador, curtindo os seus discos do Roberto Carlos e do Chico Buarque, minha mãe cultivava uma certa rebeldia, que despejava em mim. Ela era fã do Gil, Caetano, Pink Floyd, Queen e Raul Seixas. Quando eu tinha uns 12 ou 13 nos, ela apareceu em casa com um CD do Raul Seixas. "Guarda isso, pois seu pai não gosta de Raul Seixas", ela me deu como se fosse um segredo nosso. Eu guardei e ouvia quando não tinha mais ninguém em casa.

Na verdade, "O Início, o Fim e o Meio" era um disco-tributo, mas de altíssimo nível. Para interpretar as melhores músicas de Raulzito, foram convidados RPM (em mais um dos seus milhares de retornos), Caetano Veloso, Barão Vermelho, Erasmo Carlos, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Nenhum de Nós, Ultraje a Rigor, Cidade Negra e Adriana Calcanhoto (na época, com apenas um "t"). Entre os menos conhecidos, Vange Leonel (que vinha do sucesso de "Vamp") e Comando Negri. Quem? Não sei.

O disco é bem legal e as versões são dignas. "Tente Outra Vez", com o Nenhum de Nós, ficou emocionante, e o Ultraje a Rigor foi saliente no ponto certo para tocar "Rock das Aranhas". Entre os medalhões, Caetano, Ney Matogrosso e Alceu Valença recriam com brilhantismo "Ouro de Tolo", "Metamorfose Ambulante" e "Como Vovó já Dizia".

Enfim, "O Início, o Fim e o Meio" é um disco carregado de nostalgia.


A música que mais ouvi neste disco
Quando eu era moleque, adorava "Tente Outra Vez". Depois de burro velho, curto a poesia de "Ouro de Tolo".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Na contracapa do disco, quase que imperceptível, há a inscrição "Rock n'roll will never die", autoria de Neil Young.
No encarte, há um recado do parceiro e mago, Paulo Coelho. É um recado grandão e não rola de transcrever tudo. Quem tem o disco, lê. Quem não tem, chupa o dedo.

Um pedacinho do disco

terça-feira, 12 de abril de 2011

#197 Cidade Negra, "O Erê"


Chega o ano de 1996, e o Cidade Negra já era uma realidade no pop nacional. Depois de 2 discos fazendo um reggae mais roots, lançaram o "Sobre todas as coisas" (do qual falamos aqui) e arrebentam a boca do balão (sorry, gíria antiga mas pertinente :D). E aí muitos pensaram: E AGORA? Por isso, "O Erê" foi um disco muito aguardado. E foi um daqueles que eu estava ansioso para ter e ouvir, e fatalmente não esperaria de 3 a 6 meses pra comprar mais barato.

Dito e feito: comprei assim que saiu nas lojas (acho que nem esperei Amigo Oculto ou coisa parecida) e corri pra ouvir. De primeira, estranhei. De segunda, também. Aí parei pra pensar: será que eu queria um clone do disco anterior? Acho que esse é o erro de muita gente quando compra o segundo disco de uma banda quando o de estréia é arrebatador. E muita banda faz sempre o mesmo disco todo ano, vende pacas, mas acaba ficando estagnada. E foi quando me dei conta disso que comecei a curtir de verdade "O Erê".

O disco ao meu ver tem umas músicas mais tranquilas (embora o outro não seja lá agitado). É como se o outro fosse a trilha sonora da praia, e esse a do descanso pós praia. Além de algumas composições que são bem a cara do Cidade Negra (como "SOS Brasil", "Jah vai providenciar" e a faixa título), destaco também o ótimo cover de uma antiga do Jorge Ben ("Negro é lindo")

A faixa que mais ouvi neste disco
Apesar de eu adorar "O Erê", sem dúvida foi "Jah vai providenciar"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A música "Jah vai providenciar" virou pra mim um verdadeiro mantra para os momentos difíceis e/ou de tristeza. Seja por causa de um pé na bunda, de um nó cego no trabalho ou da grana ficando curta no fim do mês, escuto essa música e respiro fundo. Principalmente esses versos:


"...Pessoa, não duvide que na vida tudo pode acontecer E o sol pode estar quente, de repente, trovejar e até chover Mas chuva lava a alma, tenha calma, vai acontecer Saiba esperar, não se negue a crer..."

Um pedacinho do disco:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

#106 Cidade Negra, "Diversão (ao vivo)


O verão carioca de uns anos pra cá voltou a ser a grande estação de boas atrações musicais. Muitas delas estão na grade de programação de algum evento para toda a estação, sempre aos fins de semana em local fixo. É o exemplo do Oi Noites Cariocas, que começou no Morro da Urca mas depois passou para o Pier Mauá. Em 2008, fui com uns amigos num desses, para um show do Cidade Negra, que eu não via desde os saudosos shows gratuitos da praia de Ipanema, relativamente comuns na década de 90.

Há muito não acompanhava o Cidade Negra de perto, então fui meio às cegas, sem saber o mote do show. Estavam lançando o disco "Diversão", uma coletânea de covers de músicas brasileiras de várias épocas ao estilo meio reggae meio pop da banda. Foi um show excelente, não só pela competência da banda mas também pela boa presença de palco de Toni Garrido. Não deu outra, na semana seguinte comprei o CD.

Dentre as homenagens feitas no CD, regravações de Pepeu Gomes, Chico Buarque, Belchior, Legião Urbana, Lulu Santos, entre outros. Todas ao meu ver bem interessantes, e algumas até melhores que a versão original (como por exemplo "Meu coração", de Pepeu Gomes)


A música que mais ouvi neste disco
"Meu coração" (do Pepeu) e "Me liga" (Paralamas)

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"A Palo Seco", originalmente do Belchior, é uma música que eu escuto muito quando quero pensar antes de tomar uma decisão difícil. Foi assim inclusive ao fim de um namoro, no mesmo 2008 que eu comprei esse disco.


Um pedacinho do disco: