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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

#343 U2, "Rattle and Hum"


Eu e o Surfista já fizemos várias incursões na discografia do célebre grupo irlandês, mas deixamos a cereja do bolo para o final. Sim meus amigos, o Rattle and Hum é uma obra prima. Engraçado que durante um tempo eu resisti ao máximo a esse disco, por ele ser claramente um "U2 na América", e eu sempre torci o nariz para influências americanas no rock (ou vocês acham que a grande e esmagadora maioria de bandas inglesas por aqui é coincidência).


No entanto, pensem comigo: dá pra ignorar um disco do U2 que tem "Desire", "Angel of Harlem" e uma arrepiante versão ao vivo de "Helter Skelter" (dos Beatles) ? Logo, não foi muito difícil me convencer do valor desse disco. Lançado no finalzinho dos anos 80, "Rattle and Hum" rendeu também um longa metragem mostrando essa incursão do U2 em solo yankee, que inclusive passou nos cinemas aqui na época. E eu bobamente perdi isso nas telonas...

A música que mais ouvi deste disco
A versão ao vivo de "I still haven't found what I'm looking for"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Uma amiga minha também rata de internet era igualmente viciada nesse disco. Como nem tudo são flores na vida de um solteiro, nas noites de solidão onde somente as telas do IRC lhe davam ouvidos, essa minha amiga "pura, inocente e virginal" declamava os versos de "All I want is you". Como uma das funções dos amigos é memorizar os podres e nos lembrar o quão ridículos somos às vezes, de vez em quando eu lembro ela disso :)

Um pedacinho do disco:


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

#338 U2, "All That You Can't Leave Behind"

E vamos a mais um CD do U2 nas 365 Rotações. Tanto eu quanto o ilustre Navegante temos uma relação muito próxima com os irlandeses. E vamos em frente!

"All That You Can't Leave Behind" veio na sequência ao fraquinho "Pop". Os caras fizeram um mega-ultra-power-turnê, a Pop-Mart, encheram ainda mais as suas contas bancárias, mas, musicalmente, o disco era bem sem-vergonha. Querendo mostrar que ainda tinha rock'n'roll na veia, Bono, Edge, Clayton e Mullen apresentaram "All That You Can't Leave Behind" como se fosse uma redenção. Olha, até gostei, mas não está no patamar de "Achtung Baby", "The Joshua Tree" e "War", pegando logo os pesos-pesados da banda.

O cartão de visitas de "All That You Can't Leave Behind" foi "Beatiful Day", que foi um retumbante sucesso. "Elevation" também emplacou e, como sempre, o U2 cravou uma lentinha para animar os corações apaixonados: "Stuck in a Moment You Can't Get Out Of". Enfim, era um autêntico CD do U2 em sua fase sem a inspiração da juventude.



A música que mais ouvi neste disco
Além de todo o alto astral do mundo, "Beautiful Day" é logo a primeira faixa do disco. Não tinha como fugir dela.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"All That You Can't Leave Behind" foi o primeiro CD de inéditas do U2 desde o esquisitão "Pop". Chegou cercado de expectativas e receios. Achei um disco OK e nada mais.

Um pedacinho do disco

sábado, 16 de julho de 2011

#292 U2, "The Best of 1980 - 1990 & B-Sides"

Em várias tardes, eu cheguei em casa do colégio e encontrei um CD novo me esperando. Às vezes, eu entrava em casa com um disco desconhecido tocando na vitrola. Minha mãe tinha a ótima mania de me presentear com música. Quase sempre, era uma surpresa legal. Algumas vezes, ela errou a mão, mas a intenção sempre foi de agradar. Quando comecei a estagiar e ganhar os meus próprios trocados, as surpresas rarearam. O último disco que ganhei foi "The Best of 1980 - 1990 & B-Sides", coletânea celebradíssima do U2.

Na época, o lançamento foi um evento. As cópias duplas eram limitadas e numeradas. Foram lançadas "apenas" 300 mil unidades, com direito a comercial no intervalo do Jornal Nacional. Ter este CD era uma obrigação cívica. Em uma noite, ao chegar do estágio, eu entrei no meu quarto e lá estava o disquinho com capa dourada e a foto do garoto com capacete. Em 29 faixas, as músicas que colocaram Bono, Edge, Larry Mullen Jr. e Adam Clayton na eternidade e alguns simpáticos "Lados B". Lembro muito do dia em que ganhei este álbum. Parece que eu sabia que era o último disco de presente e a minha entrada na vida adulta. Dali para frente, eu compraria as minhas bolachinhas. E, graças a Deus, o derradeiro presente foi o U2 em sua melhor forma.

A música que mais ouvi neste disco
Presente entre os singles e entre as músicas mais obscuras, "Sweetest Thing". Apaixonante!

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Passeei pelas ruas de Dublin onde foi gravado "Sweetest Thing".Logo no comecinho do clipe, o Boyzone, a boyband irlandesa, faz uma aparição.
Minha cópia é a de número 236197.
Anos depois, lançaram a coletânea "The Best of 1990 - 2000 & B-Sides". Nunca me interessei.

Um pedacinho do disco



Um pedacinho do disco

domingo, 2 de janeiro de 2011

#097 U2, "Under a Blood Red Sky"

Em 1997, quando o U2 tocou no Brasil pela primeira vez, todos os álbuns da banda (até então) foram relançados com preços camaradas. No embalo, eu comprei "Under a Blood Red Sky", lançado no distante ano de 1983. Convenhamos, se 1997 já é longe, imagine 1983...

Enfim, o disquinho, gravado ao vivo, apresenta os irlandeses em sua fase mais engajada, política e criativa. O repertório foi gravado durante a turnê do U2 pelos Estados Unidos e Alemanha. São apenas 8 faixas, mas dentre as quais você encontra "Gloria", "I Will Follow", "New Year's Day", "40" e a emblemática "Sunday Bloody Sunday".

Entendo que "Under a Blood Red Sky" foi o álbum que fez Bono (usando mullets) e sua patota ganharem o mundo. Naquela época, não havia internet para conhecer bandas do outro lado do oceano. Outro ponto crucial do disco é a confirmação do U2 como uma grande banda ao vivo, com vigor e química com o seu público.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Sunday Bloody Sunday" ainda é um hino cantado por jovens músicos que emociona quem a ouve. A bateria marcial de Larry Mullen Jr. dá o tom militar da canção.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Errrr... deixa pensar... não tem.

Um pedacinho do disco:

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

#063 U2, "How to Dismantle an Atomic Bomb"

Verdade seja dia, nossos coleguinhas do U2 sabem produzir um single. Quando ouvi "Vertigo", eu me senti na obrigação de comprar "How to Dismantle an Atomic Bomb". A canção gruda nas orelhas que nem brinco de pressão e demora para sair.

Só que uma andorinha apenas não faz verão e o restante do repertório não me animou tanto. "City of Blinding Lights" é bacaninha e tals, mas, no geral, tem muitas baladinhas, muitos mimimis do Bono. Sei lá... achei adocicado demais. Tive essa impressão porque este álbum tinha a responsabilidade de seguir o ótimo "All That You Can't Leave Behind", que era mais rock'n'roll e caiu nas graças do povão. Na opinião do blogueiro, "How to Dismatle an Atomic Bomb" é um CD ok na discografia do U2. Nenhuma maravilha, mas também não é ruinzão. Não mudou o rumo da música mundial, mas não chegou a fazer feio.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Vertigo" bombou nas rádios, na MTV, na Internet e no meu CD-Player também.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"How to Dismantle a Atomic Bomb" também foi lançado em versão dupla, com um DVDzinho divertido. Não é nada, não é nada... não é nada de mais mesmo.
A segunda passagem do U2 pelo Brasil foi na turnê deste disco. Eles se apresentaram apenas em São Paulo, então não rolou de ir ver deste vez.

Um pedacinho do disco:

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

#046 U2, "The Joshua tree"

Dizer que o U2 foi uma das melhores bandas dos anos 80 não é nenhuma novidade. Pra muitos, é uma das melhores bandas de pop rock de todos os tempos (e eu quase concordo com isso). Mas que tal falar do melhor disco do U2, gravado em seu auge (meados da década de 80) ?

Claro que cada um tem seu predileto (embora eu duvide que alguém idolatre o 'Pop', um dos álbuns mais controversos do grupo irlandês). Muitos inclusive elegem o 'Rattle and Hum', com muitos méritos inclusive. Já eu torço um pouco o nariz pra ele, por achá-lo "americano demais". O meu predileto é mesmo esse aqui, gravado em 1987 e que eu escuto bastante até hoje.

Basta uma olhada rápida nas faixas para ver quantas músicas fabulosas fazem parte do disco, com destaque para "Where the streets have no name" (que eu chamo de 'Melô de Brasília', pra onde vou muito desde sempre), "With or without you" (que cantada ao pé do ouvido faz tremer até a mulher mais insensível) e o hino dos solteiros desgarrados: "I still haven't found what I'm looking for". No entanto, a música que mais mexe comigo é "One tree hill", feita por Bono para o neozelandês Greg Carroll, que trabalhava na banda e morreu num acidente de moto em 1986. O tal morro de uma árvore só fica em Auckland, Nova Zelândia, daí a referência.

A faixa que mais ouvi neste disco
Disputa acirrada entre "One tree hill" e "I still haven't found what I'm looking for"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Início de 2006. Chegava ao fim um namoro bastante longo e intenso. Final complicado, pois a relação não mais funcionava para nenhum dos dois, que precisavam seguir seu caminho. Após a choradeira tradicional de um término desse quilate, deixo-a em casa e ligo o CD do carro no shuffle enquanto saio dirigindo a esmo. Lá fui eu no meio da madruga beber uma água de coco num quiosque da praia (Ipanema) e pensar na vida. E enquanto bebia, ecoavam os versos que ouvi Bono cantar na primeira música que tocou: "[...] I'll see you again when the stars fall from the sky /And the moon has turned red over One Tree Hill /We run like a river runs to the sea [...]" Ali eu entendi que nosso destino estava realmente selado, e que a vida precisava seguir adiante.

Um pedacinho do disco:

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

#032 U2, "Pop"

No fervente verão de 1997, o U2 resolver dar as caras aqui pelo hemisfério sul. Tio Bono e seus Blue Caps vieram no embalo da turnê de "Pop", um CD ok, mas nada de "ohhhh, meu Deus, minha vida mudou".

Pois bem, "Pop" manteve a pegada eletrônica que começou em "Zooropa", mas acho que foi mais sutil. "Discothèque", o single do disco, teve um clipe engraçadinho, com o Bono, Edge, Larry Mullen e Adam Clayton caracterizados como a patota de Village People. Daí você saca que o visual paródia foi mais marcante que a própria música. Como não poderia ser diferente de um trabalho do U2, o CD tem uma baladinha vem-cá-minha-nega ("Staring at the Sun"). E só.

Ah, o show foi memorável, mas aí era batata. O U2 sempre mandou bem no palco.

A faixa que mais ouvi neste disco
Lá na meiuca do CD, se esconde "Gone", um tesourinho cheio de texturas sonoras e o Edge fazendo o backing-vocal.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Não relacionado ao disco, mas ao show. Após um dia de calor angolano, eu e um grupo de amigos conseguimos ficar a poucos metros do palco. Assim que as luzes se apagaram e Edge mandou o primeiro acorde de guitarra, uma amiga resolveu desmaiar sobre mim. Tive que levá-la para longe da muvuca e ver o show lááááá de longe. Não, não peguei.

Um pedacinho do disco:




quarta-feira, 29 de setembro de 2010

#002 U2, "Achtung baby!"

Anos 90 começando... O U2, sumido desde o premiadíssimo “Rattle and Hum”, reaparece na cena musical tentando rumar para uma nova estrada: o rock honesto e melódico de sempre, mas com cada vez mais efeitos nas músicas. Ficou claro para quem se acotovelou em casa e aguardou a 1ª exibição do clipe de “Fly”: The Edge dessa vez estava abusando dos pedais. Os mais puristas torceram o nariz e reclamaram das claras influências eletrônicas nos arranjos e na produção, mas posteriormente se renderam a competência do álbum como um todo. Eu, um mero estudante do 2º grau e mais um entre milhares de fãs da banda, mergulhei de cabeça no álbum.

Fly”, a que abriu os trabalhos na MTV Brasil (que naquela época era genuinamente uma ‘Music Television’) e depois “Misterious ways”: o U2 parecia ter acertado em cheio. Rapidamente, grudou na mente dos fãs e chegou às paradas de sucesso, apesar de todo o chororô dos puristas. Mas ao contrário da maioria dos discos naquela época, esse não era um CD de apenas 2 hits e um monte de músicas conceituais e autorais (que eu estou longe de ser contra, muito pelo contrário). Algum tempo depois vieram mais 3 hits: “Even better than the real thing” (que tem um clipe muito bem produzido mas que causa vertigem em alguns), “Who’s gonna ride your wild horses”, baladinha mais ao estilo das músicas antigas, e “One”, ao meu ver uma das músicas mais lindas já feitas no pop/rock mundial. Ainda assim, destaco outras sensacionais deste disco: “Until the end of the world”, que também segue o estilinho U2 anos 80 de ser, a introspectiva “Acrobat” e a ótima “Ultraviolet (light my way)”, que aparece na trilha sonora dos filmes “Click” (comédia do Adam Sandler) e “O Escafandro e a Borboleta” (drama francês muito conceituado).

A faixa que mais ouvi neste disco
Algo muito difícil de se dizer nesse disco, com tantos hits importantes, mas arrisco a dizer que foi “Misterious ways”, dedicada a cada mulher complicada e perfeitinha (oops! Isso é outra música!) que me deparei na vida

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Um dos fortes motivos de eu entrar de cabeça nesse disco foi uma colega de colégio que era apaixonada por U2, e como início de approach falar sobre o Achtung baby foi a melhor estratégia. Mas no final das contas não tive nada com ela, mas foi “One” a trilha sonora de um beijo memorável, numa festinha nos idos de 1992

Um pedacinho do disco: