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domingo, 31 de julho de 2011

#307 Paralamas do Sucesso, "Os Grãos"


Era a virada para a década de 90, e o Paralamas estava em franca evidência nas paradas brasileiras. Vinham do grande sucesso de "Big Bang", puxada pela ótima música "Perplexo" (com tons caribenhos) e a excelente balada "Lanterna dos afogados". Por conta disso, começam a mirar alto: lançam o audacioso disco "Os Grãos" e fazem turnê pela América Latina. Na Argentina, fazem um tremendo sucesso. Aqui, apesar de lotarem os shows, vendem pouco.


Independente disso, eu esperava ansiosamente por esse disco. Ainda não tínhamos leitor de CD em casa, então assim que minha mesada permitiu comprei a bolachona preta. Botei pra tocar e... sei lá... O disco não é ruim, mas confesso que esperava bem mais. Na verdade, após 5 discos dos Paralamas o público meio que já tinha na cabeça uma expectativa. Talvez tenha se decepcionado, porque a mudança foi um tanto brusca.

Algumas músicas já nasceram hits, como "Trac trac", versão para sucesso do argentino Fito Paez, e "Tendo a Lua", até hoje uma das minhas baladas prediletas da banda, e ao meu ver ainda melhor e mais bonita do que "Lanterna dos Afogados". "Carro velho" também é uma música legal, e acho que fez menos sucesso do que merecia (embora tenha tocado nas rádios). "O rouxinol e a rosa" também é legalzinha, "Tribunal de bar" idem, mas é pouco pro que fizeram os Paralamas em sua carreira até então. Talvez seja implicância dos brasileiros, já que esse disco fez um grande sucesso na Argentina e no Chile, talvez seja o fato de já estarmos acostumados com a banda explorando mais guitarra e bateria do que essa ênfase em teclados. Mas é fato que esse disco não chega aos pés dos anteriores.

A música que mais ouvi neste disco
"Trac trac", que ao vivo é ainda melhor

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Carlinhos Brown é o responsável pela percussão na música "Carro Velho", muito antes da parceria para gravar o sucesso "Uma brasileira"

Um pedacinho do disco:


sábado, 30 de julho de 2011

#306 Marcelo D2, "À Procura da Batida Perfeita"

Tenho implicância com o rap. Pronto. Falei. Acho chato, repetitivo e muito mais "forma" do que "conteúdo". Claro que aquela indumentária gangsta, com óculos escuros, cordões de ouro e várias gostosas ao redor. É o sonho americano vestindo Armani. Mas (graças a Deus, sempre existe o "mas"), curto alguns representantes do estilo, como os Beastie Boys, o Snoop Dogg (o Mr. Catra made in USA), Orishas, Ice-T e o Public Enemy. Em ondas sonoras brasileiras, alguns conterrâneos se aventuraram por este estilo. Na minha opinião, os dignos de nota são os Racionais MC's, o Gabriel O Pensador e o Marcelo D2 - ao qual dedico esta resenha.

Na boa, Marcelo D2 ganhou meu respeito pela maneira como absorveu o que há de melhora da black music nacional (incluindo o samba) e processou tudo em um rap brasileiríssimo. O resultado foi o disco "À Procura da Batida Perfeita", lançado em 2003 e já um clássico. Com letras divertidas, musicalidade show de bola e sotaque (exageradamente) carioca, Dr. Marcelo rompeu o cordão umbilical com o Planet Hemp e conquistrou a sua emancipação artística e aceitação popular. O cantor bombou em rádios, MTV e foi convidado de programas de auditório. Algo impensável para alguém que foi preso por "apologia às drogas" no final dos 1990s.

No mainstream desde então, Marcelo D2 virou referência nacional e internacional. Ficou amigo de medalhões do cancioneiro gringo (como o Black Eye Pea Will.I.Am) e continua fazendo o que sempre fez: tirando onda.

A música que mais ouvi neste disco
"Qual É?". E eu te pergunto: "qual é, neguinho? Qual é?".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Não posso me queixar da sorte. Já ganheiro prêmios em sorteio de festa da empresa e em promoção de rádio. Numa dessas, ganhei a discografia do Marcelo D2 em uma ação da OI Fm. além de três CDs, descolei um DVD na faixa.

Um pedacinho do disco

sexta-feira, 29 de julho de 2011

#305 Muse, "Black hole and revelations"


Graças a esse disco pude conhecer o Muse. Banda inglesa um pouco diferente das demais que eu curto (e consequentemente do britpop que por lá reinou nos anos 90): usam e abusam da melancolia, mas de forma mais agressiva, quase descambando pro heavy metal. Mas o som deles não é só isso, logo posso parecer injusto com essa definição. Nesse disco por exemplo alguns arranjos são bem elaborados (como na música "Knights of Cydonia", que lhe dão um ar meio épico), lembrando um pouco músicas do que costumam chamar de gothic metal ou coisa parecida.


Tive 2 chances reais de vê-los ao vivo, uma no Rio (show no Circo Voador, que eu não dei muita bola) e outra em Sampa (abrindo para o U2, esse ano). Hoje em dia, me arrependo muito de ter perdido. Como eles gravaram bem o caminho até aqui e continuam em evidência, torço para que voltem logo.

Esse disco veio para confirmar o grande sucesso feito pelo anterior, "Absolution" (que eu ainda não conheço, mas falam muito bem), e por isso mesmo vendeu muito bem nas paradas inglesa, australiana e americana. Foi mais um disco que eu curti escutar de cabo a rabo, sem apelar para o shuffle ou para as prediletas. Bom DEMAIS de ouvir!

A música que mais ouvi neste disco
"Starlight", que eu tocava de vez em sempre no blip.fm

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Estava eu passeando por Londres há 2 anos, quando resolvi entrar numa loja dessas que vendem CDs, DVDs, livros e revistas. Se fosse em uma por aqui, talvez tocasse algum lançamento de pagode ou, dependendo do azar, a Simone cantando músicas de natal. Felizmente eu estava na Meca do rock mundial, e na loja tocava um single do Muse. Que felicidade! :D

Um pedacinho do disco:


quinta-feira, 28 de julho de 2011

#304 Metallica, "Reload"

Depois da frustração de "Load" e das polêmicas envolvendo a troca de músicas pela internet, os fãs estavam ansiosos pelo que poderia ser o "Reload". Segundo o Metallica, era um disco mais pesado e mais fiel aos tempos cabeludos. Seria uma redenção. Seria.

"Reload" aproveitou o material que não entrou em "Load", então o fã mais atento pode questionar o seguinte: "se 'Load' era fraco, imagina o que não entrou no repertório final". Então, é mais ou menos por aí. O repertório é levemente mais pesado, porém gira na mesma linha do CD anterior. Na verdade, senti que o álbum tem um objetivo do tipo: "ei, fãs cabeludos, vamos ser amigos de novo?". "Memory Remains", o primeiro single, apresenta a banda com o som mais vigoroso e tem um vocal feminino pela primeira vez na história do Metallica, a cantora Marianne Faithful. E a faixa 4 se chama "Unforgiven II". Peraí, o Metallica resgatou "Unforgiven", do lendário "Black Album", e criou uma continuação? Imagina se a moda tivesse pegado e surgissem "Iron Man II", "Number of the Beast II" etc? Caramba, essa sim foi uma jogada para torcida. Só que "Unforgiven II" é apenas legalzinha e ponto!

Na boa, "Load" e "Reload" foram dois equívocos do Metallica. Pronto, falei. Foram discos dispensáveis lançados em um momento turbulento da banda. A confusão artística continou ainda no "Garage Inc.", um álbum de covers de bandas de heavy metal, como Danzig, Motorhead e Misfits, por exemplo. Se não me engano, tinha até uma orquestra sinfônica tocando com eles. Nesse golpe, eu não caí mais.

A música que mais ouvi neste disco
"The Memory Remains" gruda que nem chiclete. Na reta final de "Reload", há um tesourinho chamado "Low Man's Lyric", que também é uma baladinha-nada-a-ver, mas é agradável.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Bom, se havia uma divergência entre os fãs que acusavam o Metallica de terem se rendido à música comercial, "Reload" tira qualquer dúvida. Os caras queriam é dinheiro mesmo e vida que segue. "Load", "Reload" e "Garage Inc." venderam horrores. No final das contas, os fãs radicais que abandonaram o barco foram uma minúscula minoria. Foi tipo um PSOL.

Um pedacinho do disco

quarta-feira, 27 de julho de 2011

#303 Nirvana, "Incesticide"


Antes de mais nada, obrigado São Google! Eu jurava que eu ou o Surfista já tínhamos falado desse disco, e graças a nosso amiguinho buscador pude reparar o engano a tempo de fazer as honras. Para muitos, o grande disco do Nirvana é o "Nevermind". Realmente um discaço! Para outros (eu inclusive), nenhum barra o jeitão meio folk meio anos 70 revisitado do "Unplugged in New York". Mas eu quase aposto que na lista de qualquer fã da banda esse disco tem lugar cativo.


Incesticide é na verdade uma coleção de lados B, sobras de discos anteriores e versões covers tocadas em rádios universitárias. O material do disco rondou o "mercado negro" por um bom tempo, até que Kurt Cobain resolveu juntar tudo e lançar oficialmente. Na época (1993) eu achava que era algum disco perdido, mas confesso que não estava muito empolgado: apesar de adorar o "Nevermind", não achei o primeiro disco da banda ("Bleach") grandes coisas. Graças a minha sanha colecionadora que pude comprá-lo, e confesso que às vezes acho até melhor que o "Nevermind".

As músicas são ao meu ver de um grunge mais sujo, flertando com o punk, sei lá (sou péssimo com essas definições de estilo, embora goste de me arriscar :D). No geral, acho mais pesado que os discos lançados até então (até "Polly", do Nevermind, está com uma pegada mais punk), o que pra mim só dá méritos a esse disco. As covers presentes estão ótimas ("Turnaround", do Devo, e "Son of a gun", do Vaselines, até onde eu sei). Se você gosta do movimento grunge, esse disco é obrigatório na sua coleção.

A música que mais ouvi neste disco
"Aneurysm" e "Sliver"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Eu já dediquei "Molly's lips" a uma menina. Que não se chamava Molly. Cujo caso não durou nem 2 meses. Arroubos de adolescência com tenros 19 anos, vejam vocês!

Um pedacinho do disco:


terça-feira, 26 de julho de 2011

#302 Metallica, "Load"

Assim com o Iron Maiden e o Nirvana, o Metallica esteve muito presente na fase colegial do blogueiro platinado. Nunca cheguei a vestir blusas pretas e deixar o cabelo crescer, mas curti muito o som bate-cabeça. No caso da banda californiana, foram os tempos em que "...And Justice for All" e "Master of Puppets" já eram clássicos há tempos. Barulho insano da melhor qualidade. Então, imagine a minha surpresa ao ver James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Jason Newsted com barbas aparadas, cabelos cortadinhos e ternos com cortes italianos. Era o lançamento de "Load", em 1996.

Olha, sou totalmente favorável e compreensivo à maturidade das bandas. Acho meio ridículo o cara ser quarentão e tentar manter um estilão 18 anos. O sujeito fica meio Serguei ou coisa parecida. Enfim, só que "Load" surgiu como uma maturidade esquisitona do Metallica. Mais do que roupas caras, óculos escuros e cabelos curtos, os caras ficaram... mansos. "Mamma Said" é uma baladinha que foge completamente ao perfil do grupo, só para um exemplo mais objetivo. Os fãs mais puristas (dentre os quais eu não me incluo) acreditam que eles se venderam ao mercadão comercial e esqueceram das suas origens. Cá entre nós, acho que nem 8 nem 80. "Load" foi um disco fraco, se comparado ao restante da discografia do Metallica, porém é um CDzinho honesto se colocado diante dos Kids Rocks e Marilyns Mansons que brotaram em meados dos anos 90.

Sob a avalanche de críticas, o Metallica lançou "Reload" pouco tempo depois. Esta é pauta para depois de amanhã.


A música que mais ouvi neste disco
Vamos lembrar que 1996 era um ano em que a MTV Brasil ainda ditava modas e era uma emissora mais comprometida com a música. Neste contexto, o clipe de "Hero of the Day" era bem maneiro e tocou muito. Na aba da emetevê, ouvir muito esta faixa.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Muita gente que lê este blog não lembra do Napster. Muitos nem são contemporâneos deste programa que fez muito rebuliço lá pela meiuca dos 1990s. Era um software web que permitia a troca gratuita de músicas entre os internautas. Pois a palavra "gratuita" deixou as gravadoras de cabelos em pé e originou uma cacetada de processos e discussões sobre direitos autorais e a influência da web no mercado fonográfico. Pois, contrariando a sua origem rebelde, o Metallica entrou na briga e ficou do lado das gravadoras. Milhões de fãs ficaram desapontados e queimaram suas camisas pretas fedorentas. Foi na época de "Load". Desde então, o Metallica vive uma relação de amor e ódio com a internet e os seus seguidores.

Um pedacinho do disco

segunda-feira, 25 de julho de 2011

#301 Queen, "Greatest Hits vol. 1"


Mais um da série: "por que não falei deles antes?". Apesar de terem sido uma das bandas mais emblemáticas dos anos 70 / 80 e terem feito um puta sucesso por aqui (inclusive com um show memorável no Rock in Rio I), eu demorei pacas a conhecer de verdade a discografia deles. Sei lá, acho que pelo fato de meus irmãos mais velhos não serem muito fãs. Mas eu só vim a descobrir o Queen DE VERDADE no início dos anos 90.


Falava-se muito da banda, falava-se muito da competência de seu vocalista Freddy Mercury, mas eu ainda não tinha parado pra ouvir com calma um CD deles. Até que num churrasco no finalzinho do meu 2º grau (atual nível médio), alguém levou esse CD. A cada música que tocava, eu me lembrava de já ter ouvido. Em alguns casos, nem tinha me dado conta de que era do Queen. Claro, entrou pra lista de CDs compráveis :D

Nesse vol. 1 tem um total de 17 músicas. Quase todas excelentes, e todas foram singles bem sucedidos no mercado (desde o primeiro álbum da banda até o ano de 1981, data de lançamento da coletânea). E mesmo depois que eu parei de ouvir CDs, várias dessas músicas perambulam pelos meus playlists.

A música que mais ouvi neste disco
Acho que foi "Bohemian rhapsody"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Um amigo dos tempos de faculdade sempre cantarolava "Another one bites the dust" quando ficava com alguma menina quando íamos pra night :D Era o cara que dizia que ficaria solteiro até os 40, mas se casou antes mesmo de fazer 30.

Um pedacinho do disco:


domingo, 24 de julho de 2011

#300 Elvis Presley, "30 #1 Hits"

Se você é preguiçoso como eu e nunca teve saco para garimpar a carreira do Elvis, a sua salvação é esta coletânea marota com os 30 maiores sucesso da carreira do Rei do Rock. Funcionou comigo.

Bom, tá tudo lá. Desde da fase rebelde e rebolativa até o fim de carreira com vários quilinhos a mais e muitos entorpecentes na veia. Da faixa 1 à faixa 30 (31, contando a bonus track), você confere a evolução do cantor e a qualidade do seu trabalho em todas as etapas. Sejamos francos, o cara era bom mesmo e tinha uma voz incomparável. Ele conciliava aquele timbre seresteiro Altemar-Dutra-style com o vigor do rockabilly. As primeiras 15 canções se dividem entre o rock juvenil e as baladinhas "vem-cá-minha-nega". Depois de "It's Now or Never", um senhor bolero, Elvis já estava na onda romântica, daquelas para agradar as balzaquianas. "Are You Lonesome Tonight" é clássica, mas é de uma pieguice comovente. Claro que o Rei acertou a mão nesta fase madura e produziu pérolas como "Can't Help Falling in Love", "[You're] The Devil in Disguise", "In the Ghetto" e "Suspicious Minds", a minha favorita.

Então fica combinado assim: "30 #1 Hits" é o disco-supletivo que salva você da ignorância musical de não conhecer a obra de Elvis Presley. Mas se você quiser mergulhar na carreira cinematográfica do cara, é por sua própria conta e risco.


A música que mais ouvi neste disco
Na fase do Elvis magro, topetudo e de jaqueta de couro, ouvi muito "Jailhouse Rock". Na fase do Elvis gordo, com costeletas e macacão branco, adoro "Suspicious Minds".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Quando eu tinha 11 anos, meu vizinho apareceu com um LP do Elvis. O moleque dizia que era o máximo e botou para tocar "It's Now or Never". Juro que pensei que fosse a Orquestra Tabajara.
Não sei porque cargas d'água, "Always on my Mind" não está entre as 31 intermináveis músicas do álbum.
A faixa-bônus, "A Little Less Conversation" foi relançada como trilha sonora de um comercial sensacional da Nike. Se não me engano, a campanha rolou antes da Copa de 2002.
Veja que ironia do destino, a última música do CD (e, consequentemente, o último hit de Elvis) chama-se "Way Down". Deus é um brincalhão!

Um pedacinho do disco

sábado, 23 de julho de 2011

#299 UB40, "Promises and lies"


Nunca fui um grande fã de reggae, mas curto ouvir algumas músicas em determinadas ocasiões. Costumo dizer que é um estilo de música sazonal: bom pra ouvir no calor do verão, de preferência curtindo uma preguiça à beira da praia. Dentro do estilo, tenho cá minhas preferências: alguma coisa mais roots (Bob Marley era um gênio!) e algumas variações do tema - inclusive as nacionais.


De tudo que se fez lá fora de uns 20 anos pra cá, o UB40 está entre os melhores na minha opinião. Já curtia uma música deles ("Red wine") antes mesmo de saber quem tocava, pois só fui dar conta da existência da banda quando lançaram o cover "(I can't help) Falling in love with you", originalmente gravada por Elvis Presley. Fazia parte da trilha sonora do filme "Invasão de privacidade" (Sliver), que eu vi no finado cinema Bruni Copacabana, que depois virou a gigantesca loja da Modern Sound, que recentemente fechou as portas :(. Na época preferi comprar o CD dos caras do que a trilha do filme, pois não tinha nenhuma outra música que valesse a pena.

Não à toa, o "Promises and lies" foi o CD de maior vendagem da banda (um total de 9 milhões de cópias no mundo todo). O disco é EXCELENTE! Apesar de gostar bastante da cover do Elvis e de "Bring me your cup", eu costumava ouvir o CD inteiro. De preferência numa fita cassete, pedalando pela orla de Ipanema. Bons tempos...

A música que mais ouvi neste disco
"Higher ground"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nessa época, eu tinha um caso com uma menina fissurada em reggae. Embora ela preferisse os roots (fui inclusive ver um show do Maxi Priest e do Steel Pulse com ela), bastava ouvir as primeiras notas de "Bring me your cup" pra me lembrar dela.

Um pedacinho do disco:

sexta-feira, 22 de julho de 2011

#298 Kings of Leon, "Only by the Night"

Sou muito ranzinza com as bandas novas. Pô, acredito que em tempos de Restart, Panic in the Disco, NX Zero e outras figuras esquisitonas, essa desconfiança é justificada. Então, imagina a alegria do blogueiro ao "descobrir" o Kings of Leon. Mais exatamente, "Only by the Night".

Desde o White Stripes, eu não curtia tanto uma banda nova. O Kings of Leon é um rock sem presepadas, com instrumental honesto e uma pegada levemente oitentista. Lembra daqueles comerciais do cigarro Hollywwod? Pois é, é o estilo de "Sex on Fire" e "Somebody". Além disso, em alguns momentos, o som dos caras lembra Van Halen, em outros tem um tempero de Rush, mas sem perder a sua própria personalidade. Muito bom!

"Only byt he Night" já está tocando na minha vitrola em modo "repeat".

A música que mais ouvi neste disco
Empate técnico entre "Somebody" e "Sex on Fire", mas com menção honrosa para "Crawl".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Descobri que Kings of Leon é maneiro graças à minha cunhada. Certo dia, eu estava aguardando minha digníssima e a cunhada deixou rolando um show na TV. Era um festival da Virgin Music com uma cacetada de bandas desconhecidas. A mais popular era o Kings of Leon. Adorei!
O Kings of Leon é formado pela família Followill: os irmãos Caleb, Jared e Nathan e o primo Matthew.

Um pedacinho do disco