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sábado, 10 de setembro de 2011

#348 Coolio, "Gangsta's Paradise"

Você ouviu música durante os anos 1990s? Caso não tenha se isolado em uma cabana no Himalaia ou em um pedaço de pedra em Galápagos, você deve ter ouvido "Gangsta's Paradise", a obra máxima e sucesso solitário do moço de alcunha Coolio. Basta tocar um pedacinho, que você será transportado ao distante ano de 1995.

"Gangsta's Paradise" foi a principal música da trilha sonora de "Dangerous Minds" ("Mentes Perigosas", por aqui). O filme repetia a mesma fórmula cansada do "professor-que-leciona-para-turma-de-desasjustados-e-acaba-conquistando-todos". O que salvou o filme de cair definitivamente no limbo do esquecimento foi o Coolio e a Michele Pfeifer, sempre belíssima. Aliás, elogiar a belezura da eterna Mulher-Gato é uma redundância maior que dizer "sair para fora".

Enfim, como não havia como baixar o disco naquele ano, comprei o CD, que é fraco mesmo. De bom, só "Gangsta's Paradise" mesmo. Aliás, ouso dizer que este rap foi uma das melhores músicas pop da década.


A música que mais ouvi deste disco
"Gangsta's Paradise", por ser a única faixa que prestava no álbum.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Depois deste CD, nunca mais ouvi falar do Coolio. Acho que os únicos legados que ele deixou foram "Gangsta's Paradise" e o penteado escroto, que deve ter inspirado o nosso rapper Sabotage e o mundialmente famoso Snoop Dogg.
Naquele ano, "Gangsta's Paradise" era música obrigatória em qualquer festinha.
Depois de "Dangerous Minds", Michele Pfeifer também foi sumindo lentamente. Ainda a considero uma das atrizes mais belas que já surgiram na sétima arte.

Um pedacinho do disco

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

#347 Hoodoo Gurus, "Blow your cool"

Um dos formadores do meu gosto musical foi o programa Realce, que passava aos sábados na TV Record na Idade Medieval da TV brasileira (leia-se antes do advento da TV a cabo). Se você é uma pessoa que já vem lendo o blog há muitas rotações, com certeza já leu isso (quando falei do Smiths e do Midnight Oil). Como naquela época não existia o Soundhound pra me dizer qual era a música que estava tocando nem muito menos internet pra eu googlar trechos de uma letra de música, tinha que recorrer aos universitários para descobrir quem toca essa ou aquela música.

Assim, meio que na sorte, ouvi uma fita cassete (ps: vejam quanta velharia num post só!) emprestada por um colega de colégio e lá estavam os primeiros e inesquecíveis acordes de guitarra de "Out that door", um dos grandes clássicos do Hoodoo Gurus e que era figurinha fácil nas cenas de surfe do Realce. Fui de loja em loja, mas o destino no final eu já sabia:  Gramophone (a mesma loja fabulosa onde o Surfista comprou a coletânea Electric Soup). Levei o "Blow your cool" pra casa e foi uma das minhas melhores compras fonográficas de todos os tempos: o disco é TODO BOM!

Ouvi esse disco por muitos anos, e suas músicas são parte da minha história de vida: as viagens embaladas por  "Out that door" e "What's my scene?", idas a praia ouvindo "Good times", as fossas afogadas com cerveja e "I was the one" e as voltas por cima ao som de "In the middle of the land". É um resumo de uns 10 anos da minha vida, pelo menos

A música que mais ouvi neste disco
Nenhuma das citadas, e sim a gostosinha "Come one"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Depois de 2 discos fazendo um som bem anos 60, os Gurus fecharam com o produtor Mark Opitz, que trabalhara com outros grandes artistas australianos: INXS, AC/DC e a one-hit-wonder Divynils. O trabalho de Opitz deu um banho de loja no som dos caras e foi determinante no som que fizeram daí em diante. 

Um pedacinho do disco:


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

#346 The Wallflowers, "Bringing Down the Horse"

Quantos filhos de cantores/cantoras famosos se deram bem na mesma profissão dos pais? Vamos lá: Ziggy Marley? Sean Lennon? Wanessa Camargo (sem Camargo)??? Ok, ok... a Sandy mandou bem, mas os outros citados tiveram um brilhareco aqui e outro ali. Poucos conseguiram produzir um disco tão bom quanto Jakob Dylan e os Wallflowers. Pelo sobrenome, você identifica logo a paternidade do bardo Bob, mas basta conferir a voz e a fuça do sujeito para que qulquer dúvida desapareça. Jakozinho é os cornos do pai nos anos 1960s e ainda tem a mesma voz pigarreada.

Mas vamos ao que interessa, "Bringing Down the Horse" foi o segundo CD da banda e um dos melhores dos anos 1990s - em minha opinião. Era um CD com pop até o talo, com 11 faixas doces, sem elevar a taxa de colesterol do ouvinte. Destaco "6th Avenue Heartache", "Three Marlenas", "One Headlight" e os B-Sides "Josephine" e "Invisible City", a minha favorita. Entre o pop rock, claro que ainda há a influência do folk do paizão Bob Dylan. De qualquer maneira, ele deve ter ficado orgulhoso do trabalho do filhão.


A música que mais ouvi deste disco
O disco todo é muito bom, mas "Invisible City" tem uma melancolia que faz o ouvinte viajar e pensar na vida. "This invisible city / Where no one sees nothing / We're touching faces in the dark / Feelin' pretty is so hard". Lindo!

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
"Bringing Down the Horse" foi um dos discos que mais ouvi na década de 1990. Ele me remete aos meus tempos de faculdade. Eu costuma estudar com este disco tocando. Minha concentração nos pensadores de comunicação social e sociologia durava 10 minutos. Rapidinho, eu estava com a cabeça em alguma musa. Obrigado, Jakozinho!
"Invisible City" foi uma das minhas companheiras de fossa, quando tomei um toco sofrido na Copa de 1998. Esta e "Wild Horses", dos Stones.
"Bringing Down the Horse" é sensacional para fazer clima com as mocinhas desavisadas. Trilha sonora para amaciar a carne. Experimenta e depois me fala!

Um pedacinho do disco

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#345 Vários, "Red Hot + Rio"


O projeto Red Hot é uma iniciativa da Red Hot Organization, que visa esclarecer os povos do mundo quanto às questões relacionadas a AIDS usando a cultura pop como ferramenta de disseminação. Seu primeiro e mais bem sucedido trabalho foi uma coletânea de músicas do falecido cantor e compositor Cole Porter interpretadas por diversos artistas do pop rock mundial. O disco? Red Hot and Blue, com interpretações de Neneh Cherry (irmã de Eagle Eye Cherry, que habitava as paradas nos anos 80 e 90), k.d. Lang, Erasure, David Byrne e U2 (uma excelente versão de "Night and day"), entre outros.


O projeto seguiu embalado por esse sucesso, mas seus discos não tiveram o mesmo êxito, exceto pelo excelente "No Alternative". Eis que em 1996 resolvem fazer um disco só com versões de grandes artistas internacionais para músicas da bossa nova, em especial as de Tom Jobim. Nasce o excelente Red Hot + Rio, com interpretações de PM Dawn, Crystal Waters, Sting, David Byrne, Incognito, Cesária Evora etc, em parceria com artistas de peso da MPB como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte, Tom Jobim, Chico Science, etc. O disco é uma DELÍCIA de se ouvir!

Comprei graças a dica de um amigo músico, e ouvi até literalmente arranhar. Nunca mais vi à venda, senão comprava de novo.

A música que mais ouvi deste disco
"Corcovado", cantado em português com sotaque pelo Everything but the Girl

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Muitos falam em samba, mas é fato que a bossa nova é um dos estilos musicais brasileiros mais emblemáticos no exterior. Logo, nesse 7 de setembro, dedico esse disco de grande sucesso (um dos mais vendidos do projeto Red Hot) a toda essa galera brazuca que faz sucesso por aqui e especialmente lá na gringolândia. Brasileiro não é um povo dos mais patriotas, mas basta ficar um tempo lá fora pra se emocionar com qualquer menção à terrinha.

Um pedacinho do disco:


terça-feira, 6 de setembro de 2011

#344 Sheryl Crow, "The Globe Sessions"

Dia desses, botei este disco para tocar. Até aí, nada de extraordinário. Gosto muito da Sheryl Crow e este CD mostra bem o talento da moça. O que me espantou foi conferir a data de laçamento: 1998. Putz, "The Globe Sessions" tem 13 anos (a referência é 2011). Naquele ano, Britney Spears era novidade, Nando Reis ainda era um Titã, os Backstreet Boys eram um fenômeno, Ricky Martin ainda estava no armário, Romário ainda jogava no Flamengo e eu ainda era estagiário. Por que essas referências toscas? Ora, porque mesmo depois de 13 anos, "The Globe Sessions" continua firme, forte e atemporal.

Na boa, acho que a Sheryl Crow foi uma das raras artistas estadunidenses que se mantiveram no primeiro time sem apelar para sua própria gostosura. E olha que Sheryl é gata! Bem, "The Globe Sessions" é um disco que comprova seu talento. Além de produzir o álbum, ela é autora de 11 das 13 faixas. As duas que sobram são covers do Bob Dylan e do Guns'n'Roses. "Sweet Child O'Mine" ficou famosa na histeria do tio Axl Rose, mas ganhou meu respeito na versão folk rock deste CD. Belo disco, que vai durar mais 13 anos sem perder o punch.


A música que mais ouvi neste disco
O cover de "Sweet Child O'Mine" está no meu "Top 5 - Cover que ficou melhor que o original". Curti muito!

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Comprei "The Globe Sessions" em uma banca de discos na Cinelândia. Não sei se ainda existe, mas esta área era um clássico refúgio dos admiradores dos bons sons, com discos usados e LPs de fino trato.
"Sweet Child O'Mine" entrou na trilha sonora de "O Paizão", filme meia-boca do Adam Sandler.
"The Globe Sessions" ganhou uma porrada de prêmios entre 1998 e 1999. Merecidos, diga-se de passagem!

Um pedacinho do disco

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

#343 U2, "Rattle and Hum"


Eu e o Surfista já fizemos várias incursões na discografia do célebre grupo irlandês, mas deixamos a cereja do bolo para o final. Sim meus amigos, o Rattle and Hum é uma obra prima. Engraçado que durante um tempo eu resisti ao máximo a esse disco, por ele ser claramente um "U2 na América", e eu sempre torci o nariz para influências americanas no rock (ou vocês acham que a grande e esmagadora maioria de bandas inglesas por aqui é coincidência).


No entanto, pensem comigo: dá pra ignorar um disco do U2 que tem "Desire", "Angel of Harlem" e uma arrepiante versão ao vivo de "Helter Skelter" (dos Beatles) ? Logo, não foi muito difícil me convencer do valor desse disco. Lançado no finalzinho dos anos 80, "Rattle and Hum" rendeu também um longa metragem mostrando essa incursão do U2 em solo yankee, que inclusive passou nos cinemas aqui na época. E eu bobamente perdi isso nas telonas...

A música que mais ouvi deste disco
A versão ao vivo de "I still haven't found what I'm looking for"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Uma amiga minha também rata de internet era igualmente viciada nesse disco. Como nem tudo são flores na vida de um solteiro, nas noites de solidão onde somente as telas do IRC lhe davam ouvidos, essa minha amiga "pura, inocente e virginal" declamava os versos de "All I want is you". Como uma das funções dos amigos é memorizar os podres e nos lembrar o quão ridículos somos às vezes, de vez em quando eu lembro ela disso :)

Um pedacinho do disco:


domingo, 4 de setembro de 2011

#342 Trio Forrozão, "Na Batida da Zabumba"

Ah, os meus tempos de forrozeiro. Sim, tive uma fase da vida em que eu não dispensava uma bate-coxa. Não que eu fosse o mestre do rala-bucho, mas me aventurei por salões da Lapa e até visitei as noitadas de sábado na Feira de São Cristóvão, lá na Zona Norte do Rio. Foi uma época de Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Falamansa e o Trio Forrozão. Dentre os citados, o Trio (que na verdade era um quarteto) era o menos conhecido.

Sim, o Trio Forrozão pode até ter começado como trio, mas conheci como quarteto e já foi um quinteto no CD "No Forrobodó". Enfim, acho que fazer um trio de forró deve ser estratégia de marketing. Voltando ao assunto, "Na Batida da Zabumba" é um belo exemplar de forró com claras influências nordestinas e um elo forte com o dito "forró universitário".

"Na Batida da Zabumba" é um disco bacaninha, com canções honestas e boas levadas para forrozear. As minhas favoritas são "Diploma Nordestino", "Lisbela" e "Repressa do Querer".


A música que mais ouvi neste disco
Antes mesmo de ver o filme "Lisbela e o Prisioneiro", com Selton Melo, eu já curtia essa música.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O Trio Forrozão tem um padrinho forte. Caetano Veloso se encantou com o som dos caras e ajudou muito. Além de um contrato com o seu selo Natasha Records, o baiano ainda compôs "Lisbela".
No filme de Guel Arraes, o Los Hermanos canta Lisbela.

Um pedacinho do disco

sábado, 3 de setembro de 2011

#341 Paul McCartney, "Tripping the Live Fantastic"

Em algumas coisas, eu era um moleque diferente da média. Não era muito de sair, não tinha lá muitos amigos, não era "popular" na escola, e já era nerd. E musicalmente, era um raro fã dos Beatles - nada comum entre os adolescentes na época (não entre os que eu conhecia). Mas eis que Paul McCartney anuncia que a turnê Tripping the Live Fantastic passaria pelo Brasil e aportaria no Estádio Mário Filho - o histórico Maracanã. Fiquei completamente obcecado pelo show!


Paul in Rio era o assunto em qualquer roda de conversa, mesmo 3 meses antes. Muitas pessoas ouvindo os grandes sucessos da banda, como se tivessem sido recém lançados. O Rio experimentou uma dose tardia de beatlemania. Mas chegando perto do show, faltou o dinheiro e faltaram as companhias. E nisso eu era apenas mais um adolescente: sem autonomia pra tomar minhas próprias decisões, e consequentemente sem show. Fiquei chateado bastante tempo por ter perdido esse show.

Alguns meses depois, sir Paul lança no mercado o registro de sua turnê, e pelo menos assim por tabela eu pude curtir. Foi o primeiro disco oficial ao vivo do ex-beatle e foi lançado como CD duplo, repleto de preciosidades da sua turnê. Um petardo de 37 músicas, umas fantásticas, outras nem tanto. Todas bem acima da média do que se ouvia pelas rádios. Alguns sucessos dos Beatles (creditados a Paul, embora ele e Lennon fossem oficialmente os compositores), alguma coisa do Wings e de sua carreira solo. Excelente CD!

A música que mais ouvi neste disco
Na época, "Let it be" e "Live and let die"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Eu pensava que jamais veria um beatle por aqui, e por muitos anos praguejei a própria sorte pela conjunção de fatores que me deixaram de fora desse show de 1990. Mas felizmente tive outras 2 chances de vê-lo ao vivo e não desperdicei: este ano no Engenhão e ano passado no Morumbi, que veio a ser o show mais emocionante da minha vida e onde muita coisa fez sentido pra mim

Um pedacinho do disco:

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

#340 Rammstein, "Sehnsucht"

Conheci o Rammstein em um tempo em que não havia banda larga para baixar um disco inteiro sem levar horas. Conheci apenas "Du Hast" pela programação da madrugada da MTV e arrisquei. Foi um tiro no escuro, mas acertei!

"Sehnsucht" é uma porradaria só! Na opinião do blogueiro platinado, o Rammstein é uma das raras bandas que mesclam bem o peso das guitarras e ingredientes eletrônicos. Esqueça Limp Bizkit e Linkin Park e o tal do nu-metal. Ninguém dessa turma tem o vocal grave e assustador de Till Lindemann. O cara parece que saiu um daqueles filmes do expressionismo alemão. Enfim, o Rammstein é uma banda que poucos conhecem, mas que todos os fãs do rock pesado deveriam ter na prateleira.


A música que mais ouvi neste disco
Tanto na TV quando na vitrola, "Du Hast". E olha que o disco é todo maneiro, com petardos como "Engel", "Tier" e a sombria "Klavier".

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Adoro clipes com historinhas. Essa é uma das razões pelas quais simpatizo tanto com o Aerosmith. E essa foi a maior razão pela qual arrisquei comprar o disco de uma banda alemã que nunca tinha ouvido falar. O vídeo de "Du Hast" é muito legal. Ele tem um clima de filme do Tarantino com aquela perversão meio doentia dos filmes de terror europeus. Aliás, muitos dos clipes do Rammstein têm essa vibe.
Confesso que tenho medo do vocalista do Rammstein.
"Sehnsucht" tem outras capas, mas todas no estilo "Jogos Mortais".
O Rammstein passou pelo Brasil em algumas ocasiões. A última vez foi em 2010, quando fizeram duas apresentações no Via Funchal, em São Paulo.

Um pedacinho do disco

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

#339 Titãs, "Õ Blésq Blom"

Assim como em toda cena musical, quando você observa o surgimento de 2 ou mais bandas muito boas, os fãs naturalmente se polarizam e criam legiões de fãs apaixonados, praticamente uma religião. É assim desde Beatles x Stones e depois veio com Sabbath x Purple, Oasis x Blur, MC Hammer x Vanilla Ice e por aí vai (ok, forcei um pouco a barra nos exemplos, mas foi só pra dar uma idéia). Com o rock nacional tivemos aqui os ardorosos fãs do Legião, do Titãs e do Paralamas. O embate nem era tão fanático, mas eu percebia claramente entre meus amigos os que puxavam a sardinha pra cada um deles. Eu particularmente era mais fã dos Paralamas, gostava do Legião e tinha uma certa implicância com o Titãs.


Eis que os paulistas do Titãs dão uma guinada e lançam um disco musicalmente bem diferente dos anteriores. Depois da clara influência new wave do disco de estréia "Televisão" e dos toques de punk rock de "Cabeça Dinossauro" e "Jesus não tem dentes no país dos banguelas", resolvem flertar com o pop e o tropicalismo no excelente "Õ blésq blom". Foi aí que eu finalmente me rendi ao som da banda, e pude mergulhar mais fundo no experimentalismo das letras e músicas de Arnaldo Antunes, ainda a principal influência da banda. Acho que as únicas que eu não ouvia muito eram "Medo" e "Natureza morta", o resto do disco INTEIRO rodou até cansar na vitrola lá de casa. Um disco obrigatório pra quem curte o pop rock nacional

A música que mais ouvi neste disco
"Miséria" (emendada com a introdução de Mauro e Quitéria) e também a excelente "Flores"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O nome do disco é estranho, né? Esse nome é invenção de Mauro e Quitéria, casal de repentistas que os integrantes da banda conheceram numa viagem a Pernambuco. Nos repentes, eles misturam palavras de vários idiomas (como se pode reparar na primeira e última faixa do disco). E segundo eles, õ blésq blom significa "os primeiros homens que andaram sobre a terra"(!?).

Um pedacinho do disco: