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domingo, 10 de abril de 2011

#195 Rastapé, "Fale comigo"


O Rastapé é um dos precursores de um movimento musical que hoje chamam de forró universitário. Na virada para o século XXI, a banda foi formada em São Paulo pelos paraibanos Jorge do Acordeon e seus filhos Tico e Jorge Filho (com os paulistas Jair e Marquinhos completando a formação). Começaram fazendo sucesso nos bailes universitário, e com isso seu som mais roots (se comparado ao som cheio de teclados de bandas como Mastruz com Leite, Capim com Mel e afins) passou a ditar tendência para as outras bandas do circuito, instituindo o movimento musical.

Aqui no Rio, a cena forrozeira universitária era dominada pelo Falamansa (já falada aqui pelo Surfista). Eu por exemplo só conhecia o "Xote dos milagres" e "Rindo a toa", ambos do Falamansa. Até que estava eu assistindo a um programa da MTV chamado Fica comigo (apresentado pela Fernanda Linda, uma das poucas magrelas da TV que me tiram do sério), e um dos participantes dedica a menina com quem ia ficar a música "Um anjo do céu", do Maskavo Roots (banda de reggae lá de Brasília), só que em versão forró. Eu nunca tinha ouvido, e gostei DEMAIS da versão (sei lá, acho que em outra encarnação eu tocava acordeon, só pode!). Googleando daqui e dali, descobri que era do Rastapé. No entando, só fui ver CD deles à venda em Brasília, onde suas músicas eram figurinha fácil nas noites de forró.

O CD, que vem a ser o segundo gravado pela banda, é constituído só de composições próprias (com exceção de "Um anjo do céu"). Tem uma ou outra música mais acelerada, mas em sua maioria é composto por xotes lentinhos. Gosto muito desse CD, que morou muito tempo no meu carro. Aqui no Rio, no entanto, muita gente só conhece as 3 músicas que se sobressaíram dele: "Colo de menina", "Luau em Dunas" e "Beijo roubado".

A faixa que mais ouvi neste disco
"Luau em Dunas"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Mesmo ouvindo bastante esse CD, alguns do Falamansa, um outro do Rastapé do qual vou falar dia desses, além dos clássicos de Gonzagão e companhia, eu continuo não sabendo dançar forró... :/

Um pedacinho do disco:

sábado, 9 de abril de 2011

#194 Vários, "Superfantástico"

Já escrevi aqui sobre "Saturday Morning", um CD estadunidense dedicado a versões rock'n'roll de trilhas sonoras de desenhos e seriados infantis. A ideia era legalzinha, mas o resultado ficou um pouco distante da nossa realidade. Anos depois, alguns artistas brasileiros criaram a versão nacional deste disco. Em vez de desenhos animados, os músicos interpretaram canções infantis de séries e programas de TV.

Neste contexto, você encontra artistas bem populares recriando canções que estão nos seus perfis ou que fizeram parte das suas respectivas infâncias. Por exemplo, os Los Hermanos reencontraram a fofa "Hollywood", trilha sonora do antológico "Saltimbancos Trapalhões"(na minha opinião, o melhor filme de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias). A extinta banda Penélope se junta a Arnaldo Antunes e recria a mítica "Superfantástico". Já as pimpolhas da Baby Consuelo, vulgarmente conhecidas como Sara Sheeva, Nana Shara e Zabelê, (ou, simplesmente, SNZ) interpretam "Lindo Balão Azul". Para a minha surpresa, Kelly Key está convicente em sua versão da clássica "Doce Mel", da Xuxa. E você ainda encontra Jair Oliveira (aka Jairzinho) cantando "Xixi nas Estrelas", o Capital Inicial carregando rock'n'roll em "A Casa" e o Biquini Cavadão repaginando "O Carimbador Maluco" ("plunct, plact, zum. Não vai a lugar nenhum", lembra?).

Na sequência "não-é-da-minha-época", Leoni canta "Sideral" (do "Capitão Aza"), o Titã Branco Mello ataca em Vigilante Rodoviário", Uns & Outros e Zélia Duncan resgatam os personagens da Vila Sésamo do limbo ("Funga Funga" e "Alegria da Vida"), Vinny ataca em "Hey Shazam", Frejat interpreta "Cinto de Inutilidades" (de um especial da Globo chamado "Globo Cor Especial") e o Pato Fu faz uma versão fofa de "O Relógio". Ufa!

Ok, ok, ficou legal, nostálgico e abrangente. Ouso dizer que ficou melhor que o "Saturday Morning".


A faixa que mais ouvi neste disco
"Doce Mel". Pô, Xuxa foi a minha babá durante muito tempo.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Nenhuma...

Um pedacinho do disco

sexta-feira, 8 de abril de 2011

#193 Franz Ferdinand, "You could have it so much better"


Descobri os escoceses do Franz Ferdinand graças a visita que o U2 fez ao Brasil em 2006. Infelizmente Bono & companhia não fizeram shows aqui no Rio nesse ano, mas a banda de abertura (como eu dizia na época, "esse tal de Franz") veio para o Rio e fez um show muito comentado no Circo Voador. Na época não dei bola, e não fui. Não por má vontade, e sim porque eu estava numa fase de ouvir sempre as mesmas coisas. Ok, isso por si só é uma tremenda má vontade... :)

De tanto que se falou sobre a banda, fiquei curioso em ouvir algo deles mas também não fiz muito esforço. Até que no casamento de um amigo tocou a música "Walk away", que eu gostei de cara. Ouvi mais duas músicas ("Do you want to" e "I'm your villain"), também excelentes. Nesse meio tempo, a banda confirmou mais um show no Rio, em setembro na Fundição Progresso. Mesmo conhecendo só três músicas, comprei e fui. Foi um showzaço !!! Um dos melhores que eu vi naquele ano!

No disco, eles não tem a mesma pegada que tem no palco, mas ainda assim fazem um som muito bom. Esse disco eu sempre recomendo pra quem gosta de rock e está querendo ouvir algo diferente dos clássicos.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Walk away", que eu inclusive me arrisco a cantar em karaokê

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
O nome da banda refere-se ao arquiduque Francisco Fernando (ouch!) do Império Austro-Húngaro, que foi assassinado em Sarajevo em junho de 1914 pelo extremista bósnio Gavrilo Princip, evento considerado o estopim para o início da Primeira Guerra Mundial

Um pedacinho do disco:

quinta-feira, 7 de abril de 2011

#192 Vinicius de Moraes, "Grabado en Buenos Aires"

Quando trabalhei escrevendo sobre música, tive a oportunidade de conhecer (e fuçar) uma cacetada de discos. Em um projeto sobre Vinicius de Moraes, encontrei um disco célebre e raro: "Vinicius de Moraes - Grabado en Buenos Aires".

Registrado (dãããããã...) na capital argentina, álbum foi gravado em estúdio, mas ao vivo. Como assim, Bial? Segundo o textinho do encarte, Vincius reuniu Toquinho, Maria Creuza, alguns músicos argentinos e vários litros de Johnnie Walker durante duas noites de folia e música. O resultado é uma festa musical com um clima de happy hour.

"Grabado en Buenos Aires" começa tirando onda. Na primeira faixa, Vinius e companhia sacaneam os hermanos cantando "A Taça do Mundo É Nossa". Ah, esqueci de mencionar que o projeto rolou em 1970, pouco tempo depois da conquista do tri pela seleção canarinho. No restante do disco, clássicos da bossa nova e da MPB, como "Eu Sei que Vou Te Amar", "Que Maravilha", "Irene", "Canto de Ossanha" e por aí vai. Vinicius canta, bebe e se diverte.

A faixa que mais ouvi neste disco
CD divertido de ponta a ponta. Gosto muito de "Irene" e "Que Maravilha"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Não tenho certeza, mas acho que este é um disco raro. Eu o achei em um promoção mandrake da extinta Gramophone e nunca mais.
Pelo que lembro, ele não constava na discografia oficial do Vinicius e quando desenvolvemos o site, este CD entrou por minha indicação. Foi a minha humilde contribuição ao belo site oficial do Poetinha.
Ah, pelo que recordo, a família do Vinicius detestava quando ele era chamado de "Poetinha".

Um pedacinho do disco

quarta-feira, 6 de abril de 2011

#191 Midnight Oil, "Earth and Sun and Moon"


Depois do sensacional "Blue sky mine", aguardava ansiosamente pelo novo trabalho do Midnight Oil, na primeira metade da década de 90. Era fissurado em surf music, e os Oils eram meus prediletos. Toca o primeiro single, "Truganini", e meus dedos coçaram pra pôr logo as mãos no disco.


Já com o CD em mãos, ouvi umas 4 vezes. Achei bem diferente dos anteriores. Nem melhor, nem pior, apenas diferente. Me parece um trabalho mais zen, depois de anos alternando rocks áridos e baladas reflexivas. Aussies cansando da estrada? Com certeza não! Na época do lançamento do disco, vieram pra cá para um show no Maracanãzinho que foi ESPETACULAR! Um dos melhores da minha vida! Claro, sou suspeito pacas pra falar deles... Mas foi um show muito elogiado na época :)

Além de Truganini, destaco também a animada "Renaissance man", a calma "Bushfire" e a ótima "In the valley"

A faixa que mais ouvi neste disco
Apesar de todo o sucesso de "Truganini", a que mais ouvi foi "In the valley"

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Truganini é o nome da última aborígene não miscigenada da Tasmânia e última a falar um idioma nativo da ilha. A letra da música, como sugere o nome no título, carrega todo o discurso político dos Oils em prol dos aborígenes australianos.

Um pedacinho do disco:


terça-feira, 5 de abril de 2011

#190 Coletânea, "Sem Fronteiras"

Em 1999, "Last Kiss" bombou nas rádios. A canção era fúnebre, triste, melancólica, deprê e o mais dark possível. Para você ter uma ideia, a letra conta o desespero de um garoto que perde a namorada em um acidente de carro. A menina morre em seus braços e em seu último suspiro pede que ele a abrace mais.

Brrrr... arrepio...

No entanto, com tudo para dar errado, deu certo. A melodia era deliciosa e tocou horrores no eixo Rio-São Paulo. "Last Kiss" não fazia parte do repertório de nenhum disco do Pearl Jam, mas aposto que ela alavancou as vendas do bem intencionado "Sem Fronteiras", lançado em benefício dos refugiados da guerra do Kosovo. Em 18 faixas, alguns pesos pesados do rock e do pop levantaram esta bandeira e colocaram seus gogós a serviço de um bem maior. Com músicas inéditas ou não, "Sem Fronteira" reuniu o já citado Pearl Jam, Alanis Morissette, Oasis, KORN, Jamiroquai, Neil Young, Rage Against the Machine, Bush, Black Sabbath, Wallflowers, Peter Gabriel, Ben Folds Five, Tori Amos, Sarah McLachlan e Indigo Girls. Pausa para respirar. Na versão brasileira, Mestre Ambrósio e Dread Lions entraram na brincadeira.

"Sem Fronteiras" tem o apelo humanitário e um repertório politicamente correto, sem graaaandes surpresas. Pela diversidade de artistas envolvidos, o repertório é muito plural, com voos sobre o rock pesado, acústicos, mela-cuecas, popzão clássico e por aí vai. Com tantas variações sonoras, não guardei uma memória especial sobre ele, mas valeu desenterrar este disco para escrever esta resenha.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Last Kiss", sem sombra de dúvida. "Go", do Indigo Girls é o tesourinho escondido lá no meio do CD.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Além de "Last Kiss", o Pearl Jam colocou outro mimo no repertório de "Sem Fronteiras". No clima pacifista do CD, Eddie Vedder e sua trupe regravaram "Soldier of Love", dos Beatles. Ficou muito legal!
Entre o final de 2010 e início de 2011, o nosso querido planetinha foi varridos por uma cacetada de guerras e catástrofes naturais. Muita gente morreu ou perdeu tudo que tinha. Acho que uma segunda edição do "Sem Fronteiras" seria oportuna.

Um pedacinho do disco

segunda-feira, 4 de abril de 2011

#189 Araketu, "Ao vivo"


Mais um disco da série confissões: sim, eu ouvi muito Araketu nessa vida :) Começou ainda nos anos 90, e se estendeu até o inicinho dos anos 2000. Lembro que a primeira música deles que estourou foi "Araketu é bom demais". Foi um dos sucessos do verão 1994 / 1995, mas não o suficiente pra me fazer comprar um disco deles.

Algum tempo depois, a banda fechou uma agenda de shows semanais com a boate Scala (de Chico Recarey, no Leblon). Era toda quinta-feira à noite, e tinha o singelo nome de "Ensaio do Ara Ketu". Eu e meus amigos íamos SEMPRE! Na época, tocavam algumas músicas próprias e os maiores sucessos do carnaval da Bahia (de Chiclete, Asa, Eva, etc). Em algumas noites, outros artistas da Bahia faziam participações especiais (e foi aí que conheci Ivete, aquela linda... :D). Os shows foram só até 1998 se não engano. Eu ao menos parei de frequentar, talveeeeeeez por ter começado a namorar uma menina um tanto ciumenta e que não gostava de axé (será que foi isso?) :D


No ano seguinte (1999), lançaram esse CD ao vivo, cujas músicas tocaram em tudo quanto é rádio (não só nas de pagode e afins). Comprei um pouco antes do carnaval, e em pouco tempo se tornou CD obrigatório no porta-luvas do meu carro. Ouvi tanto que até a namorada da época passou a gostar. Até hoje, quando escuto "Ô meu pai" e "Pipoca", me lembro do meu carnaval naquele ano em Arraial do Cabo, meu último na Região dos Lagos.

Esse CD marca uma transição: deixaram de ser uma banda de axé para ser uma banda de pagode. Me arrisquei a ir num show em 2001 e me arrependi.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Avisa a vizinha" é um clássico desde os primórdios do grupo, e por isso mesmo ouvi muito

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Um cara que trabalhava comigo cantava "Mal acostumado" o dia INTEIRO! No início enchia o saco, mas depois acabei viciando na música também.

Um pedacinho do disco:


domingo, 3 de abril de 2011

#188 Trilha Sonora, "Lola Rennt"

Não sei se você é assim ou se esse é um hábito comum, mas eu trabalho melhor quando estou ouvindo música. Às vezes, me concentro mais quando há um sonzinho rolando ao fundo do ambiente profissional. Alguns projetos são mais tensos e urgentes e envolvem um mergulho mais profundo. Neste caso, a trilha sonora de "Corra, Lola, Corra" se encaixa perfeitamente.

Assim como o filme (ótimo, por sinal), cada uma das 15 faixas do CD tem a urgência e a batida essenciais para deixar o cérebro a todo vapor. Com pegada eletrônica-urbana-europeia, "Corra, Lola, Corra" é frenético, dançante, vibrante e cheio de personalidade. Confessso que sou preconceituoso com música eletrônica.

Acho que (quase) tudo é trilha sonora de videogame. Mas, este álbum queima a minha língua. Cada faixa tem identidade e estilo. O único deslize do disco é que sete músicas se repetem com versões de outros DJs. Poderia ser evitado, mas não compromete. Enfim, "Corra, Lola, Corra" está entre as minhas trilhas sonoras preferidas.

A faixa que mais ouvi neste disco
Todas. Este CD é para apertar o "play" e deixar rolar.

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
A atriz Franka Potente (a própria Lola) cantou em algumas faixas do disco. O diretor Tom Tykwer escreveu a letra de "Wish".
Este álbum foi uma das minhas primeiras compras na FNAC do Rio. Foi bom, bonito e barato.
Você nunca viu "Corra, Lola, Corra"? Tsc, tsc, tsc... Herege!

Um pedacinho do disco

sábado, 2 de abril de 2011

#187 Trilha Sonora, "Forrest Gump"


Na década de 90, as telas do mundo inteiro foram invadidas pelo fenômeno Forrest Gump. Filme ganhador de vários Oscars, "Forrest Gump" conta a história de um menino americano de mesmo nome de QI muito baixo, mas que não o impediu de ser coadjuvante de vários momentos da história americana na segunda metade do século XX. Costumo dizer que é uma ode ao americano médio: bem sucedido e cheio da grana, apesar de ter um QI de ameba.

Uma das principais características do filme foi narrar cada trecho da história americana (e consequentemente da participação de Gump nela) embalado por grandes sucessos da época. Logo, é um verdadeiro compêndio do melhor da música nos anos 60, 70 e 80. Desde então, certas músicas que eu já conhecia me remetem na memória a momentos impactantes do filme. Sensação igual eu tive com pouquíssimos outros filmes (um deles foi o "Pulp Fiction", que o Surfista detalhou aqui há uns meses)

A trilha sonora tinha tanta saída na época que foi lançada que demorou muito até chegar num preço promocional: chegava nas lojas e acabava em pouco tempo. Outro fator encarecia: veio em CD duplo. Por isso, nem esperei muito pra comprá-lo. Apesar de vir com 32 músicas, algumas importantes ficaram de fora, como "People are strange" (The Doors) e "Hey Joe" (Jimi Hendrix). Mesmo assim, acho muito prazeroso colocar cada CD pra tocar e vir avançado na história música a música, desde "Hound dog" (Elvis Presley) até "Mrs. Robinson" no primeiro CD, e desde "Volunteers" (Jefferson Airplane) até a música tema do personagem, composta por Alan Silvestri no segundo CD.

A faixa que mais ouvi neste disco
"Fortunate son" - Creedence Clearwater Revival e "Turn, turn, turn" - The Byrds

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
Já me identifiquei com Forrest Gump há um tempão. Não por ter QI baixo (pelo menos eu acho), mas por ter tido uma 'Jenny' na minha vida. A minha não morreu, mas seguiu o caminho dela.

Um pedacinho do disco:



sexta-feira, 1 de abril de 2011

#186 Vários, "O melhor do forró metal"

Sim, meus amigos, tem realmente DE TUDO no cancioneiro popular do Brasil! Numa das minhas andanças pela Feira de Tradições Nordestinas em São Cristóvão (vulgo "Feira dos Paraíbas"), encontrei um CD tributo ao heavy metal / hard rock, com versões de forró para os grandes clássicos do gênero.

A sonoridade do CD é um achado: efeitos de pedal nos acordeons, zabumbas eletrônicas e triângulos cheios de reverb temperam o instrumental onde grandes artistas da música nordestina fazem sua homenagem ao melhor do rock pesado mundial.

Gravado num estúdio valvulado com apenas 4 canais, o CD começa com Leílson e Seus Teclados fazendo um xote metalizado de "Light my fire", do The Doors. (Ah se Ray Manzarek visse isso!), na 3ª faixa, uma raríssima gravação do Gonzagão nos últimos dias de vida interpretando "Highway star", do Deep Purple, uma paixão secreta do músico. Na faixa 7, uma inspiradíssima versão hard forró core de "I love it loud" do KISS, interpretada por Domingu inhos caprichando no vozeirão. A única versão que não curti muito foi o Rendinha Preta fazendo xote para "Jump", do Van Halen. Acho que o vocal não ficou feminino o suficiente...

A faixa que mais ouvi neste disco
"Iron man"(do Sabbath) em versão baião, interpretado pelo Capim Melado

Presepada musical ou uma pequena curiosidade
CAIU EM PRIMEIRO DE ABRIL !!!! :D